Federações britânicas rompem com dirigente suíço após fracasso de plano bilionário para comercializar direitos da Copa do Mundo; Uefa e Concacaf também criticam liderança 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Infantino, presidente da Fifa — Foto: Alfredo ESTRELLA / AFP A pressão política sobre Gianni Infantino ganhou novos contornos nesta segunda-feira. Depois de a Federação Galesa de Futebol (FAW) anunciar a retirada do apoio à candidatura do dirigente suíço para um novo mandato na presidência da Fifa, a Federação Inglesa (FA) também decidiu revogar o respaldo que havia dado à reeleição do atual presidente da entidade para o ciclo de 2027 a 2031. As decisões ocorrem poucos dias após o fracasso do projeto da Fifa de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), subsidiária responsável pelos direitos comerciais das principais competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo. O plano previa a venda de cerca de 20% da nova empresa a investidores privados, em uma operação que poderia captar até US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 22,8 bilhões). A proposta foi abandonada após forte resistência de confederações e federações nacionais, desencadeando a maior crise política enfrentada por Infantino desde que assumiu a presidência da Fifa, em 2016. A Federação Inglesa havia manifestado apoio ao dirigente suíço por meio de uma carta enviada no fim de junho. Agora, porém, decidiu formalizar a retirada desse respaldo, em linha com o comunicado divulgado no último sábado, no qual defendia "uma revisão completa e robusta da liderança e da governança da Fifa para garantir que o futebol mundial seja administrado com transparência". O País de Gales foi a primeira associação nacional a romper oficialmente com Infantino. Em comunicado, a Federação Galesa afirmou que o presidente da Fifa perdeu sua confiança para continuar liderando a entidade. Veja imagens da final da Copa do Mundo 2026 1 de 20 O meio-campista espanhol número 16, Rodri, ergue o troféu com seus companheiros de equipe após a vitória na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: JUAN MABROMATA / AFP 2 de 20 Yamal e seu irmão Keyne brincando com a rede do gol da final da Copa do Mundo — Foto: FRANCK FIFE / AFP X de 20 Publicidade 20 fotos 3 de 20 Messi observa festa da Espanha após Argentina perder final da Copa do Mundo — Foto: Lars Baron / Getty Images via AFP 4 de 20 Keyne Yamal no telão do jogo entre Espanha e Bélgica, nas quartas de final da Copa do Mundo — Foto: David Ramos/Getty Images/AFP X de 20 Publicidade 5 de 20 Messi e Cubarsí na final da Copa do Mundo de 2026 — Foto: Carl Recine/Getty Images/AFP 6 de 20 Messi chora com a medalha de prata após a Argentina perder a final da Copa para a Espanha — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP X de 20 Publicidade 7 de 20 Keyne Yamal no campo da final com a taça da Copa do Mundo — Foto: MAURO PIMENTEL / AFP 8 de 20 Dani Olmo e companheira comemoram título da final da Copa — Foto: FRANCK FIFE / AFP X de 20 Publicidade 9 de 20 'Eles foram melhores', admite Scaloni após derrota da Argentina na final da Copa do Mundo — Foto: Carl Recine/Getty Images/AF 10 de 20 Messi com a medalha de prata após derrota da Argentina para Espanha na final da Copa — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP X de 20 Publicidade 11 de 20 Rodri durante final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina — Foto: Justin Setterfield / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 12 de 20 O meio-campista espanhol número 16, Rodri, ergue o troféu com seus companheiros de equipe após a vitória na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: JUAN MABROMATA / AFP X de 20 Publicidade 13 de 20 Ferran Torres marcou o gol da Espanha na final da Copa — Foto: David Ramos / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 14 de 20 O atacante espanhol nº 17 Nico Williams (E) chuta para marcar um gol passando pelo goleiro argentino nº 23 Emiliano Martinez, antes do gol ser anulado por uma falta na jogada, durante a final da Copa do Mundo de Futebol de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: PAUL ELLIS / AFP X de 20 Publicidade 15 de 20 Rodri, da Espanha, carrega a bola diante dos marcadores da Argentina, na final da Copa — Foto: Kevin C. Cox/Getty Images/AFP 16 de 20 Lamine Yamal, camisa 19 da Espanha, domina a bola durante a partida da final da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Espanha e Argentina, no New York New Jersey Stadium, em 19 de julho de 2026, em East Rutherford, Nova Jersey. — Foto: Kevin C. Cox/Getty Images/AFP X de 20 Publicidade 17 de 20 Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na final da Copa do Mundo — Foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP 18 de 20 Enzo Fernández é expulso na final da Copa do Mundo após dura falta em Cubarsí — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 20 Publicidade 19 de 20 Lionel Messi, da Argentina, na final da Copa do Mundo, diante da Espanha — Foto: JUAN MABROMATA / AFP 20 de 20 Emiliano Martínez, da Argentina, na final da Copa contra a Espanha — Foto: ANGELA WEISS / AFP X de 20 Publicidade Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 e conquistou seu bicampeonato "As recentes falhas na boa governança, nos processos, na liderança, nos valores, na gestão das partes interessadas, na comunicação e no bom senso nos levaram a uma situação em que o Sr. Infantino perdeu a confiança da FAW para permanecer no comando do futebol mundial." A entidade acrescentou que "não colocar os melhores interesses do futebol em primeiro lugar é uma falha que não podemos aceitar". O desgaste de Infantino já havia sido exposto no último sábado, quando Uefa e Concacaf divulgaram comunicados afirmando que perderam a confiança na liderança do presidente da Fifa em razão da condução do projeto comercial. A Uefa também anunciou que determinou a preservação de documentos relacionados ao plano, incluindo e-mails, mensagens e atas de reuniões, e estuda possíveis medidas legais contra a Fifa. A entidade europeia entende que a proposta foi conduzida sem transparência e provocou uma ruptura na governança do futebol internacional.
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