Vice-presidente estadual do PDT, Antonio Neto defende que o partido lance candidato ao Senado por São Paulo, após ter sido excluído das chapas de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).

Os pedetistas querem indicar o primeiro suplente de ao menos uma das candidatas, posto considerado estratégico, uma vez que ambas têm grandes chances de compor o ministério de um eventual governo Lula. As vagas devem ficar com outros partidos, no entanto.

"O PDT fez um gesto concreto pela unidade. Não criou dificuldades, não apresentou ultimatos e não tentou interditar nenhuma candidatura. O que não é possível é realizar todos esses gestos e, ao final, não ter presença nem reconhecimento na composição majoritária", diz Neto.

Segundo o dirigente, nesse cenário, "uma candidatura própria ao Senado passa a ser uma alternativa legítima, inclusive para garantir estrutura política, visibilidade e condições mínimas para as nossas candidaturas a deputado federal e estadual". O prazo final para definição das chapas é a próxima quarta-feira (5).

O cenário preocupa os demais partidos de esquerda, pelo fato de que haveria uma divisão neste campo, o que poderia favorecer nomes da direita para o Senado.