A primeira suplência funciona como uma espécie de substituto imediato do senador(a) eleito(a), assumindo o mandato em casos como licença, nomeação para outro cargo, entre outros O PDT iniciou conversas com as pré-candidatas ao Senado Marina Silva (Federação PSOL-Rede) e Simone Tebet (PSB) para ocupar a primeira suplência dessas pré-candidaturas da chapa da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo. A primeira suplência funciona como uma espécie de substituto imediato do senador(a) eleito(a), assumindo o mandato em casos como licença, nomeação para outro cargo, entre outros. Diferentemente das eleições para deputado federal e estadual, em que a suplência é definida pela ordem de votação dos candidatos do partido ou federação, no Senado os dois suplentes são escolhidos previamente pelo titular da chapa durante a formação da candidatura. Em entrevista ao Valor, o ex-ministro do governo Lula e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que se reuniu na última quinta-feira (1º) com Marina para discutir a possibilidade de o partido ocupar a posição em questão na pré-candidatura. Segundo ele, a conversa foi positiva, e a ex-ministra recebeu a proposta com receptividade, embora tenha ressaltado que a decisão depende de entendimento com os demais partidos da aliança. Lupi também disse ter conversado por telefone com Simone e espera se reunir pessoalmente com ela na próxima semana para tratar do mesmo assunto. De acordo com o dirigente, o PDT sugeriu o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antônio Neto, para ocupar a primeira suplência de Marina. Lupi afirmou que Neto mantém uma boa relação com a ex-ministra. Para a chapa de Simone, o partido apresentou o nome de Marcelo Barbieri, que foi secretário de Relações Institucionais no governo Michel Temer. O presidente do PDT afirmou ainda que outros quadros da legenda também estão sendo avaliados para as negociações. Lupi argumenta que o pedido busca equilibrar a participação dos partidos da base de Lula nas candidaturas majoritárias em São Paulo. "O PDT não tem nada e todos os outros partidos foram atendidos. O PT tem o pré-candidato a governador [Fernando Haddad], o PSB tem o pré-candidato a vice [Márcio França] e a pré-candidata ao Senado, que é a Simone. E a federação Rede com o PSOL tem a Marina. Só quem não está contemplado é o PDT", afirmou Lupi. Embora o PDT reivindique espaço na composição da chapa, outras legendas da base também disputam as vagas de suplência. Segundo apurou o Valor com uma fonte próxima à pré-campanha de Marina, a conversa entre Lupi e a pré-candidata ocorreu, e as negociações seguem em andamento envolvendo todos os partidos do campo governista. A interlocução classificou as tratativas como "tranquilas, serenas e transparentes", mas afirmou que ainda não há definição sobre os nomes. Já uma fonte ligada à pré-campanha de Simone ressaltou que a discussão ainda está em estágio inicial e será construída de forma conjunta entre os partidos da coligação. Segundo essa fonte, outras legendas também colocaram nomes à disposição para a primeira suplência. — Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil