Partido pleiteia vaga de suplente para Antônio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros, mas enfrenta a concorrência do PSOL 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fernanda Haddad, Carlos Lupi, Marina Silva e Simone Tebet no centro da mesa durante a convenção estadual do PDT em São Paulo — Foto: Samuel Lima / O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 16:46 PDT apoia Haddad em SP e negocia suplência no Senado com PT O PDT oficializou apoio ao pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, mas exige a vaga de primeiro suplente de Marina Silva ao Senado para Antônio Neto, presidente da CSB. A disputa é acirrada com o PSOL, que sugere Ivan Valente. O presidente do PDT, Carlos Lupi, reafirma apoio incondicional a Haddad, mas a decisão final sobre a suplência está em negociação e deve ser definida até 4 de agosto. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A convenção estadual do PDT, que oficializou apoio ao pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, foi marcada por recados à coordenação da chapa sobre a primeira suplência de Marina Silva (Rede), que tenta uma das cadeiras ao Senado. O partido pleiteia a vaga para Antônio Neto (PDT), presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), mas enfrenta a concorrência do PSOL — o mais cotado pelo seu lado é o ex-deputado federal Ivan Valente. Segundo apurou o GLOBO, o partido foi sondado nos últimos dias com a possibilidade de ficar apenas com a segunda suplência, o que incomodou a direção. O presidente do PDT, Carlos Lupi, afirmou a certa altura que gostaria de criar um "doce constrangimento" com o grupo de Haddad ao colocar Neto a discursar na presença deles. O que acabou não acontecendo, porque o petista chegou apenas ao final do evento. Outros expoentes da sigla fizeram comentários mais duros, lembrando que o PDT não ficou com a vice de Haddad, entregue ao ex-governador e ministro Márcio França (PSB). — Não é justo tratar o PDT de São Paulo como um partido de segunda categoria. A história do PDT tem que ser respeitada — declarou Marcelo Barbieri, ex-prefeito de Araraquara. Haddad não se comprometeu com o pedido ao chegar na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), que recebeu a convenção. — Eles estão negociando, tem as suplências e o apoio para a chapa proporcional. Vamos fazer força para o PDT crescer em São Paulo. Aliás, eu sempre fiz. O PDT teve espaço no meu governo quando prefeito, e meu primeiro voto foi no PDT, em 1982. Só depois eu me filiei ao PT. Lupi declarou que o apoio a Haddad é "incondicional", mas o desfecho para o Senado depende do andamento das conversas. — Haddad tem expertise, é um professor, um educador, um exemplo de homem público honrado e trabalhador. A gente está com ele porque ele representa o Brasil que deu certo. A definição deve ocorrer dentro do prazo legal, até dia 4 de agosto. — Vamos delegar a competência à executiva para discutir isso. O que está certo hoje é o apoio ao Haddad. O nome do suplente, de quem vai ser, isso estamos em fase de negociação. A suplência é considerada estratégica porque o indicado pode ascender ao cargo na ausência da titular eleita. Por exemplo, ao assumir um ministério num eventual quarto mandato de Lula. Marina respondeu pela pasta de Meio Ambiente durante três anos e meio.