Até outubro de 2024, Augusto Espíndola morava sozinho em um apartamento da mãe, em Curitiba. Formado em desenho industrial pela PUC-PR, trabalhou como designer gráfico, produtor de vídeo e desenvolvedor de sistemas. Chegou a ganhar até R$ 15 mil por mês. Hoje vive nas ruas por decisão própria.
A experiência, iniciada em Santos, já passou por cidades de cinco estados e deve durar cerca de cinco anos. Sua rotina é acompanhada por cerca de 30 mil pessoas em seu perfil no Instagram @oaugustoespindola. Ao final, pretende transformá-la em um livro, uma série documental e uma plataforma voltada à assistência social.
"Nem eu sei dizer direito como esse projeto começou. Ele depende de alguns eventos traumáticos da minha vida, uma infecção que eu tive em 2016. Quando você passa quase um ano doente e nenhum médico consegue resolver e você está quase morrendo, começa a reavaliar o que é prioridade", contou ele, no Jardim da Luz, no Bom Retiro, centro de São Paulo.
"Depois, em 2019, tive dois problemas ao mesmo tempo, um profissional e outro no relacionamento. Caí numa depressão. Quando comecei a melhorar, também percebi uma insatisfação com a minha profissão. Se eu tivesse morrido, ninguém ia saber nem que eu passei por aqui. Aí comecei a procurar alguma coisa que envolvesse tudo o que eu tinha acumulado de conhecimento na vida."










