O grupo de pessoas reunido em um encontro a portas fechadas no Museu Metropolitan de Nova York, o Met, em maio era incomum sob qualquer aspecto —Anna Wintour, diretora editorial global da Vogue e membro do conselho do Met, Andrew Bolton, curador responsável pelo Costume Institute do Met, o estilista John Galliano e um punhado dos rabinos e líderes judaicos mais influentes de Nova York.
A reunião havia sido orquestrada para obter opiniões sobre os potenciais problemas com a extravagância da moda planejada para o próximo ano —uma exposição dedicada ao trabalho de Galliano— e talvez a bênção deles para ela. Foi uma de várias reuniões semelhantes realizadas com líderes judaicos ao longo do último ano.
Galliano é considerado por muitos no mundo da moda como um dos estilistas contemporâneos mais importantes, cujo trabalho como estilista chefe da Dior, cargo que ocupou de 1996 a 2011, foi além da mera moda para entrar no reino da fantasia. Mas ele se tornou um nome conhecido depois que um vídeo seu fazendo comentários antissemitas virou notícia internacional em 2011. Ele posteriormente perdeu seu emprego na Dior, foi condenado por crime de ódio em um tribunal de Paris e embarcou em um período de reabilitação. Retornou à moda como diretor criativo da Maison Margiela em 2014.










