No discreto laboratório da startup de tecnologia Ahbstra, em Chelsea Wharf, Londres, um labirinto de tambores rotativos, aquecedores, ventiladores e caixas elétricas repousa sobre uma grande bancada de trabalho. No final dessa matriz zumbidora há uma torneira. Dela flui água extraída do ar.
É uma unidade de teste, uma prova de conceito na missão da empresa britânica de transformar o ar do deserto em água potável. O gerador de água Ark da Ahbstra é capaz de colher até 508 litros por dia de água da atmosfera —mais do que suficiente para uma família de quatro pessoas no Reino Unido, e o bastante para um indivíduo nos lugares mais secos, como os Emirados Árabes Unidos. O lançamento oficial aconteceu na quinta-feira (31), em Barcelona.
Por fora, o Ark é um arranjo moderno e elegante de ripas de alumínio resistentes às intempéries. Hashem Arouzi, fundador e CEO da Ahbstra, acredita que, apesar de ter o tamanho de um contêiner, o Ark é sofisticado o suficiente para que proprietários particulares não queiram escondê-lo.
Ele e sua equipe esperam que o equipamento transforme o cenário da construção civil para arquitetos, incorporadores e proprietários de imóveis. Ainda é cedo. Os primeiros compradores, incluindo o restaurante ibicenco Jondal, o arquiteto, tecnólogo e investidor de impacto Thomas Ermacora e o investidor-empreendedor Max Gottschalk, pagaram cerca de 150 mil libras (cerca de R$ 1 milhão) por uma unidade.









