Promotores federais dos Estados Unidos afirmaram na sexta-feira (31) que empreiteiros contratados pelo governo Donald Trump fizeram um serviço "malfeito" na reforma do espelho d'água do Memorial Lincoln, cartão-postal de Washington.

Segundo eles, a obra deixou "danos generalizados" no novo revestimento azul da piscina. O Departamento do Interior teria atribuído falsamente os danos a atos de vandalismo.

O histórico espelho d’água, construído na década de 1920, foi esvaziado e restaurado neste ano por meio de um contrato sem licitação no valor de US$ 14,7 milhões (R$ 75 milhões), como parte dos planos ambiciosos de Trump para remodelar a capital dos EUA.

Em uma moção extraordinária apresentada, a procuradora federal em Washington, Jeanine Pirro, pediu a retirada da acusação de crime grave contra David Hearn, ex-canoísta olímpico acusado de arrancar um pedaço do revestimento da piscina.

Ao fazer isso, Pirro, uma aliada de longa data do presidente Donald Trump, contradisse diretamente a alegação repetida do presidente de que o revestimento descascado do espelho d'água foi causado por pessoas que teria cortado o material com facas. Ela afirmou que "o dano foi resultado de uma instalação malfeita, não de vandalismo".