Um escritor fantasma está assombrando a língua. O espectro linguístico consegue se aventurar em prosa, poesia, jargão jornalístico e corporativo. É assustadoramente versátil: você pode fazê-lo imitar os sonetos de Shakespeare ou um romance de praia de baixa qualidade; a prosa enxuta de Ernest Hemingway ou o manual da impressora do escritório.

Ele é assustadoramente rápido: produz milhares de palavras por minuto. (Hemingway raramente produzia tantas em um dia, e precisava de muito mais uísque). Os artesãos da palavra estão assustados.

A escrita por inteligência artificial está em toda parte. Está na sua caixa de entrada e no seu feed do LinkedIn. Está por toda a internet, redigindo mais de um terço dos novos sites, segundo uma estimativa. Os grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês) estão ajudando estudantes a escrever redações e provavelmente ajudando cientistas a escrever artigos.

Alguns alegam que uma prosa gerada por IA venceu o Prêmio Commonwealth de Conto este ano, com os jurados elogiando a "autoridade discreta" do texto. A Commonwealth Foundation negou a alegação.

Os LLMs têm peculiaridades estilísticas. Acredita-se que maximizam o uso de travessões longos —e o uso de palavras como "maximizar". Gostam de fazer um "mergulho profundo" (e, melhor ainda, "aprofundar-se") na "rica tapeçaria" do mundo. A escrita por IA não se resume a uma única palavra ou frase, mas a uma rica tapeçaria de elementos.