O Itamaraty vetou a designação de uma nova cônsul-geral de Israel em São Paulo sob a justificativa de que o nome escolhido possui dupla nacionalidade —israelense e brasileira. Trata-se de mais um episódio da crise entre os governos Lula (PT) e Binyamin Netanyahu.
Tel Aviv pretendia nomear a diplomata Vivian Aisen como cônsul-geral na capital paulista. Mas o governo Lula não concordou com a indicação e apontou a nacionalidade brasileira de Vivian como o principal obstáculo.
De acordo com pessoas a par do tema, Vivian nasceu no Brasil e se mudou ainda jovem para Israel, onde iniciou carreira na diplomacia .
Procurada pela Folha, ela disse que não se manifestaria.
O Itamaraty afirmou que processos de concessão de autorização a agentes consulares —chamados exequatur— são "rotineiros e sigilosos". "O governo brasileiro não comenta assuntos sigilosos", disse a chancelaria, em nota.














