Pais e especialistas consideram um avanço a aprovação da lei que criou uma política nacional para alunos com superdotação ou altas habilidades, mas apontam para uma série de lacunas no texto e temem que as novas regras não saiam do papel.

Aprovada em junho, a norma determina a elaboração de um cadastro nacional para acompanhar esses estudantes e que eles tenham direito a um atendimento especializado. Define também a criação de centros de referência para receber esses alunos no contraturno das escolas, além do fomento à capacitação de professores para lidar com a superdotação.

Mas, de acordo com pais e profissionais entrevistados pela Folha, o texto não detalha os protocolos que devem ser adotados pelas escolas e não aprofunda as formas de dar a essas crianças e jovens uma educação especializada.

Outra questão que preocupa, segundo os entrevistados, é o fato de a adesão das redes municipais e estaduais de ensino à nova política ser voluntária.

Responsável por executar a medida, o Ministério da Educação afirma que adota as providências necessárias para o cumprimento da legislação, que foi "construída e aprovada pelo Congresso Nacional".