A marca brasileira de moda praia de luxo Adriana Degreas estuda redirecionar parte de sua fabricação para a Colômbia para escapar da sobretaxa de até 37,5% nas exportações para os Estados Unidos, mercado que corresponde a 45% das exportações da marca.
"Estamos pensando, para não perder mercado beachwear [moda de praia], em fazer essa triangulação via Colômbia, que é um dos grandes exportadores", diz a fundadora e sócia da marca, Adriana Degreas, ao C-Level Entrevista, videocast semanal da Folha.
Ela diz que a ideia não é abrir uma planta nova, mas terceirizar uma parte da produção, negociando com uma confecção que já atende outras empresas. "Essa mesma fábrica terceiriza para duas, três marcas. É você ser uma quarta marca ali."
A marca Adriana Degreas começou a remanejar sua produção no ano passado, quando os EUA aplicaram uma primeira leva de tarifas ao Brasil, depois revertidas. Na época, segundo a sócia-fundadora da marca, uma das medidas necessárias para equilibrar as contas foi trocar o fornecedor de tecidos.
"Infelizmente, a gente teve que parar de trabalhar um pouco com a indústria local de matéria-prima e passar a trabalhar com a indústria asiática", afirma a empresária.







