Reza a lenda que a Fifa é uma associação sem fins lucrativos. Na prática, minha filha de 10 anos que coleciona o álbum da Copa desde 2022 sabe que tudo que envolve a Fifa tem lucro, sim —ou prejuízo na mesada dela, no caso.
Mas quando nem o conselheiro sênior de Gianni Infantino consegue fingir cara de paisagem —e pede demissão— quando o escalvado presidente anuncia a intenção de privatizar parte da firma, é porque há algo de muito podre no reino da bola.
Infantino, que deve ter ficado muito tempo exposto ao bronzeador solar de Donald Trump, quer continuar no poder. Como presidente, só tem direito a mais um mandato.
A empresa compradora de parte da Fifa seria responsável pela operação de eventos, como a Copa do Mundo. E se um dos acionistas desta firma fosse o próprio Infantino? Bingo, o homem ficaria em cima da carcaça para sempre.
Entre as entidades continentais, a Uefa, da Europa (a de maior força política e econômica), foi a primeira a levantar o dedinho para reclamar.










