O vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, afirmou nesta sexta-feira (31), logo após entregar uma nota de repúdio ao embaixador brasileiro em Assunção, que não quer estender a rusga com o país vizinho às vésperas das eleições de outubro.
"Nós também não queremos aprofundar muito essa questão [...] em plena campanha eleitoral", afirmou Alliana, vice do direitista Santiago Peña, ao ser questionado por um jornalista em uma entrevista coletiva após o encontro. "O que menos queremos é que eles pensem que pretendemos interferir nas eleições."
O imbróglio começou no último dia 24, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou a Guerra do Paraguai durante uma visita a uma companhia de defesa em Jacareí (SP). "Nós gostamos da paz, mas não podemos esquecer que, certa vez, o Paraguai decidiu invadir o Brasil", disse o petista.
A declaração não está equivocada, mas a mera menção ao conflito do século 19, o maior da América Latina e responsável por devastar o país vizinho, foi suficiente para que o governo paraguaio fosse pressionado por dias a tomar ações mais duras contra o governo Lula —o que aconteceu nesta sexta.
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