O Paraguai decidiu convocar o embaixador brasileiro em Assunção, José Antonio Marcondes de Carvalho, nesta sexta-feira (31) para entregar uma nota de repúdio em relação a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a guerra contra o país vizinho no final do século 19.
"O governo do presidente Santiago Peña e desta chancelaria sempre defenderemos os mais altos interesses do Paraguai em todos os âmbitos", afirmou o ministro das Relações Exteriores da nação vizinha, Rubén Ramírez Lezcano, em uma entrevista coletiva na manhã desta quinta (30).
A controvérsia começou na sexta-feira passada (24), quando Lula afirmou, em uma visita à empresa de defesa Avibras Aeroco, em Jacareí (SP), que as Forças Armadas deveriam estar "bem preparadas e treinadas" devido a "loucos pelo mundo querendo fazer guerra".
"Nós gostamos da paz, mas não podemos esquecer que, certa vez, o Paraguai decidiu invadir o Brasil", disse o petista. "Invadiu Corumbá e, ao mesmo tempo, invadiu o Uruguai e a Argentina. E essa guerra, que parecia que não seria grande coisa, durou cinco anos", continuou o presidente sobre o conflito armado que colocou a Tríplice Aliança (Argentina, Brasil e Uruguai) contra a nação vizinha.











