Presidenciável foi informado da negativa em encontro com vereadores de São Paulo; candidatura do PL segue isolada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro faz reunião com vereadores de São Paulo antes da campanha — Foto: Hyndara Freitas/O Globo Após a decisão do Progressistas de vetar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como candidata a vice na chapa de Flávio Bolsonaro à presidência da República, o senador afirmou que respeita a decisão do partido, mas "não desiste nunca". Instantes antes do PP confirmar que ficará neutro na disputa federal, Flávio havia dito que ainda estava negociando com o partido. — A nota deixou bem claro que o partido tinha por maioria decidido pela neutralidade. Óbvio que eu respeito, mas eu sou brasileiro e não desisto nunca. Então, vamos continuar nas conversas com demais partidos que nós já viemos conversando também, mas podem ter certeza que a gente vai ter a melhor chapa para poder oferecer à população brasileira — falou. Flávio participou de uma reunião com 20 vereadores de São Paulo, organizada pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). O encontro reuniu parlamentares de partidos como PL, MDB, União Brasil, PP, Republicanos e Podemos, e foi realizado no comitê de campanha do candidato em São Paulo, ao lado do Parque Ibirapuera. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também esteve presente. Antes do evento começar, Flávio havia demonstrado otimismo em relação a ter Tereza como sua vice, mas minutos depois o partido anunciou que ficaria neutro na eleição federal e que, portanto, a senadora não iria compor a chapa do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Apesar da negativa do partido, o senador elogiou Tereza, disse que ficou “honrado” por ela ter aceitado o seu convite e minimizou qualquer atrito com a sigla. — É o partido (PP) onde eu iniciei a minha carreira política, em que eu me sinto bastante em casa e me relaciono bem com seus presidentes. Até o dia 5 tudo pode acontecer. Independente de qualquer coisa, eu já quero aqui deixar o meu agradecimento ao Progressistas e ao União Brasil, porque as conversas continuam em vários estados do Brasil. Nós vamos estar juntos em diversos palanques, como aqui em São Paulo – disse. O PL tem até dia 5 de agosto para definir a chapa de Flávio, mas até o momento não conseguiu firmar aliança com partidos do Centrão, e corre o risco de ter que adotar uma solução “caseira”, com um vice também do PL. Outro nome que vem sendo citado como uma possibilidade de vice é o de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal. Sua indicação, entretanto, depende de um acerto com o Republicanos, legenda à qual é filiada. Um eventual acordo com o PP faria com que o PL reforçasse também a campanha com o União Brasil, uma vez que o partido chefiado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) compõe uma federação com a sigla de Antônio Rueda (União Brasil-RJ) nas eleições deste ano. A aliança elevaria o tempo de propaganda em rádio e TV a que Flávio teria direito a partir de agosto. Tereza Cristina foi ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro e poderia exercer um contraponto a Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás e conhecido pela atuação como ruralista, que disputa votos contra Flávio na direita. Ela recusou a indicação na semana passada, em conversas com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, mas admitiu a possibilidade esta semana, delegando a decisão final ao seu partido.
'Respeito, mas não desisto nunca', diz Flávio após PP vetar Tereza Cristina como vice
Presidenciável foi informado da negativa em encontro com vereadores de São Paulo; candidatura do PL segue isolada















