A participação da inteligência artificial nas decisões corporativas voltou ao centro do debate internacional nesta semana após 26 funcionários da Meta entrarem com uma ação judicial contra a empresa nos Estados Unidos. Segundo a Associated Press (AP), os trabalhadores alegam que sistemas de IA foram utilizados para auxiliar decisões durante um processo de demissões, afetando profissionais em licença médica, licença parental e outras situações protegidas por lei.
A Meta afirma que as decisões foram tomadas por gestores, mas o caso reacendeu uma discussão que já alcança empresas de diferentes setores: quando a inteligência artificial participa de uma decisão que gera impactos para clientes, colaboradores ou parceiros, quem responde pelas consequências?
“Existe uma percepção de que, quando uma decisão passa pela inteligência artificial, a responsabilidade também passa a ser da tecnologia. Mas isso não acontece. A empresa continua sendo responsável por todo o processo, desde a escolha da ferramenta até a forma como ela é utilizada. A IA precisa acelerar decisões, mas nunca eliminar a capacidade humana de supervisionar, validar e corrigir quando necessário”, afirma Vera Thomaz, CMO da Unentel.







