Após divulgar os planos de vender as ações de uma nova empresa que ficaria responsável por gerenciar as atividades comerciais da Copa do Mundo, a Fifa conseguiu atrair uma reação negativa histórica dos principais atores do futebol mundial.

Desde que o plano veio à tona, na terça-feira (28), a Uefa (entidade responsável pelo futebol da Europa) foi a crítica mais contundente, ameçando boicotar o Mundial caso a Fifa não reconsidera sua posição.

Na mesma linha, a Concacaf (Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe) também rejeitou a proposta, citando "profunda preocupação com a falta de devido processo legal em torno da proposta", assim como a AFC (confederação asiática), que disse que a proposta "não pode, realisticamente, alcançar o amplo consenso e a unidade necessários para avançar".

Diante da repercussão mundial, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) mantém o silêncio. A organização ainda não manifestou qualquer posição a respeito do projeto.

Procurada pela reportagem, a entidade informou que aguarda um posicionamento formal vindo de Assunção, no Paraguai, onde fica sua sede.