Pegadas deixadas às margem do lago Turkana, no norte do Quênia, há cerca de 1,43 milhão de anos estão fornecendo novas informações sobre o tamanho e o comportamento de uma espécie da linhagem evolutiva humana que foi a última de seu tipo: a Paranthropus boisei.
Em um artigo publicado na última segunda-feira (27) na revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), pesquisadores descrevem a identificação de 21 pegadas de oito indivíduos da espécie de homíninio —membros do grupo de primatas mais próximo de nós.
Os cientistas atribuíram as pegadas à espécie com base no formato do pé e no modo de andar. Além disso, devido ao tamanho delas, concluíram que provavelmente foram deixadas por machos adultos, que estariam caminhando juntos.
Com base no achado, supõe-se que os machos às vezes atravessavam a paisagem em grupos, sem fêmeas ou jovens.
"É mais um registro incrível que nos dá pistas sobre como esses homíninios eram, como caminhavam e como interagiam entre si e com seus ambientes", disse o paleoantropólogo Kevin Hatala. Autor do novo estudo, ele é ligado à Universidade Chatham, em Pittsburgh (Estados Unidos), e ao Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, na Alemanha.











