Estudo indica que antigo parente dos humanos era maior do que se imaginava e pode ter vivido em estruturas sociais mais complexas, com machos adultos caminhando juntos às margens de um lago no atual Quênia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pegada de hominídeo com aproximadamente 1,43 milhão de anos é encontrada no Quênia — Foto: Kevin G. Hatala RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 18:40 Pegadas de 1,4 milhão de anos no Quênia revelam novo perfil do "Homem Quebra-Nozes" Pegadas de 1,4 milhão de anos encontradas no Quênia estão redefinindo nosso entendimento sobre o Paranthropus boisei, o "Homem Quebra-Nozes". Estudos indicam que esses hominídeos eram maiores e viviam em grupos sociais complexos, possivelmente apenas de machos. As pegadas, reveladas em Koobi Fora, sugerem que eles poderiam atingir até 1,80m de altura e pesar 75kg. A pesquisa, publicada na PNAS, oferece insights valiosos sobre a evolução humana. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Pegadas fossilizadas de cerca de 1,4 milhão de anos encontradas no norte do Quênia estão levando cientistas a revisar o que se sabia sobre o Paranthropus boisei, espécie extinta de hominídeo conhecida como "Homem Quebra-Nozes". A análise de 21 marcas preservadas no solo sugere que esses antigos parentes dos humanos eram significativamente maiores do que estimativas anteriores e apresentavam um comportamento social mais complexo, possivelmente formando grupos compostos apenas por machos adultos. Os resultados foram publicados nesta segunda-feira na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). As pegadas avistadas pertencem a oito indivíduos que caminharam juntos pela margem de um antigo lago na formação geológica de Koobi Fora, na região do Lago Turkana, um dos sítios arqueológicos mais importantes para o estudo da evolução humana. Até então, estimava-se que os machos de P. boisei tivessem cerca de 1,31 metro de altura e pesassem, em média, 49 quilos. Com base no comprimento e na largura das pegadas, a nova pesquisa indica que alguns indivíduos poderiam alcançar até 1,80 metro de altura e pesar aproximadamente 75 quilos, dimensões comparáveis às de humanos modernos. — O sítio registra um momento extraordinário da anatomia, da locomoção, do comportamento e do ambiente desses hominídeos. Cada conjunto de pegadas oferece uma janela para um instante específico em que podemos observar diretamente como eles viviam e interagiam com o ambiente — afirmou o autor principal do estudo, Kevin Hatala, professor associado de Biologia da Universidade Chatham e pesquisador do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, à CNN. Espadas vikings Ulfberht intrigam arqueólogos há séculos 1 de 4 Espadas Ulfberht ficaram famosas pela qualidade incomum do aço e pela inscrição gravada nas lâminas durante a Era Viking — Foto: Reprodução 2 de 4 Espadas Ulfberht ficaram famosas pela qualidade incomum do aço e pela inscrição gravada nas lâminas durante a Era Viking — Foto: Reprodução X de 4 Publicidade 4 fotos 3 de 4 Espadas Ulfberht ficaram famosas pela qualidade incomum do aço e pela inscrição gravada nas lâminas durante a Era Viking — Foto: Reprodução 4 de 4 Espadas Ulfberht ficaram famosas pela qualidade incomum do aço e pela inscrição gravada nas lâminas durante a Era Viking — Foto: Reprodução X de 4 Publicidade Lâminas medievais ficaram conhecidas pela qualidade incomum do aço e pela misteriosa inscrição “+VLFBERH+T” gravada no metal Os cientistas acreditam que as pegadas registram um grupo de machos adultos caminhando juntos pela margem do lago. A ausência de fêmeas e filhotes levanta a hipótese de que esses indivíduos se reuniam temporariamente para aumentar a proteção contra predadores, como hipopótamos, mesmo competindo entre si por parceiras. — O fato de oito indivíduos, em sua maioria machos adultos, aparentemente viajarem juntos, sem fêmeas ou filhotes, sugere uma estrutura social complexa. Eles podem ter vivido em grupos numerosos, nos quais os machos competiam por acasalamento, mas também cooperavam em situações de risco — explicou Neil Roach, coautor do estudo e pesquisador da Universidade Harvard. As pegadas foram deixadas em lama rasa às margens de um lago e atingem até 12 milímetros de profundidade. Sete delas haviam sido descobertas em 1978. Novas escavações realizadas em 2016 e 2023 revelaram outras 14 marcas, além de rastros de animais como antílopes e hipopótamos. Pegadas de hominídeos encontradas no Quênia — Foto: Kay Behrensmeyer/Smithsonian Convivência entre espécies Na mesma época, o Paranthropus boisei dividia o ambiente com o Homo erectus, um ancestral mais próximo dos seres humanos modernos. Um estudo publicado em 2024 já havia identificado pegadas das duas espécies feitas com poucos dias de diferença na mesma região, indicando que elas coexistiram no mesmo espaço e período. As análises revelaram diferenças na forma dos pés. As pegadas atribuídas ao P. boisei apresentam arcos plantares mais baixos e um hálux — o dedão do pé — ligeiramente mais afastado dos demais dedos, características distintas das observadas em Homo erectus e em humanos atuais. Mandíbula de homo sapiens de 15.000 anos atrás é encontrada na Catalunha 1 de 5 Mandíbula humana de Molí del Salt nas instalações do IPHES-CERCA após a conclusão dos trabalhos de consolidação e restauração — Foto: Divulgação/Maria D. Guillén/IPHES-CERCA 2 de 5 Mandíbula humana de Molí del Salt no local onde estava localizada em maio passado — Foto: Divulgação/Manuel Vaquero/IPHES-CERCA X de 5 Publicidade 5 fotos 3 de 5 A mandíbula humana foi associada a uma estrutura de pedra semicircular que pode ter sido construída pelos humanos — Foto: Divulgação/Manuel Vaquero/IPHES-CERCA 4 de 5 A técnica de restauração do IPHES-SERCA, Gala Gómez Merino, restaura os fragmentos da mandíbula localizados durante esta campanha em Molí del Salt — Foto: Divulgação/Maria D. Guillén/IPHES-CERCA X de 5 Publicidade 5 de 5 Trabalho de escavação no sítio arqueológico Molí del Salt — Foto: Divulgação/IPHES-CERCA Pesquisadores do Instituto Catalão de Paleontologia Humana e Evolução Social (IPHES-CERCA) encontraram uma mandíbula humana de 15.000 anos atrás no sítio arqueológico “Molí del Salt”, em Tarragona, na Catalunha Para evitar interpretações equivocadas, a equipe realizou experimentos reproduzindo diferentes tipos de solo e utilizando uma versão reidratada da lama encontrada no sítio arqueológico, verificando como a consistência do terreno poderia alterar o formato das pegadas. Retrato raro do passado Os primeiros fósseis de Paranthropus boisei foram encontrados na década de 1950, mas a espécie é conhecida principalmente por crânios e mandíbulas, o que dificultava estimativas confiáveis sobre seu tamanho corporal. O novo estudo sugere que muitos ossos maiores encontrados anteriormente podem ter sido atribuídos equivocadamente ao Homo erectus. Para os pesquisadores, pegadas fossilizadas oferecem uma perspectiva única sobre a evolução humana, pois registram um momento específico da vida desses indivíduos, algo impossível de obter apenas a partir de ossos e dentes, permitindo que se conectem com esses fósseis de uma forma muito mais direta do que um fragmento isolado de osso ou mandíbula. A equipe pretende retornar ao Lago Turkana ainda este ano para ampliar as escavações e investigar por que diferentes espécies de hominídeos voltavam repetidamente à região ao longo de mais de 100 mil anos. Os estudiosos também acreditam que a abundância de vegetação aquática, moluscos e outros recursos alimentares pode ter transformado o local em um importante ponto de encontro para esses antigos parentes da humanidade. Arqueólogos descobrem cidade de 3,5 mil anos que conectava Pacífico, Andes e Amazônia no Peru 1 de 4 Arqueólogos descobrem cidade de 3,5 mil anos que conectava Pacífico, Andes e Amazônia no Peru — Foto: Divulgação/Zona Arqueológica de Caral 2 de 4 Peñico está localizada próxima ao sítio arqueológico de Caral, considerado a civilização mais antiga das Américas, com aproximadamente 5 mil anos. — Foto: Divulgação/Zona Arqueológica de Caral X de 4 Publicidade 4 fotos 3 de 4 Peñico está localizada próxima ao sítio arqueológico de Caral, considerado a civilização mais antiga das Américas, com aproximadamente 5 mil anos — Foto: Divulgação/Zona Arqueológica de Caral 4 de 4 Entre os achados, estão esculturas de argila com figuras humanas e animais, objetos cerimoniais, além de colares feitos de contas e conchas — Foto: Divulgação/Zona Arqueológica de Caral X de 4 Publicidade .
Pegadas de 1,4 milhão de anos mudam visão sobre o 'Homem Quebra-Nozes' e sugerem grupos só de machos
Estudo indica que antigo parente dos humanos era maior do que se imaginava e pode ter vivido em estruturas sociais mais complexas, com machos adultos caminhando juntos às margens de um lago no atual Quênia











