O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a Polícia Federal a monitorar o celular do senador Jaques Wagner (PT-BA) depois de identificar riscos de vazamentos de informações da operação que investiga as fraudes do Banco Master. Segundo o relator, a suspeita surgiu depois de um dos alvos procurar o gabinete dele dias antes da deflagração das medidas contra o parlamentar.
De acordo com informações de pessoas a par das investigações, o próprio senador esteve no Supremo para falar com o ministro em 17 de junho, na véspera da operação contra ele.
A medida, que inclui o monitoramento de localização em tempo real (ERB) e o acesso a registros de chamadas, foi motivada por um "risco agudo de vazamento" das diligências.
Além de Jaques Wagner, o ministro autorizou a medida contra o empresário Augusto Lima, o enteado do senador Eduardo Mendonça Sodré Martins, David Lopes Monteiro, o pai de Eduardo, Guilherme Henrique Sodré Martins, e a diretora da PKL One Participações Andréa Lima Novaes.
A reportagem procurou o senador na noite desta quinta-feira (30), mas não obteve resposta. Em ocasiões anteriores, Jaques Wagner negou qualquer irregularidade que o envolvesse com o banco.











