A disputa para governador de Roraima, mesmo depois de uma eleição suplementar realizada em 21 de junho, permanece à espera de uma solução da Justiça. Colabora com a indefinição uma discordância entre ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do STF (Supremo Tribunal Federal).

No TSE, o caminho a ser tomado foi motivo de discussão até os últimos momentos antes da sessão de 30 de junho, na qual a decisão sobre a diplomação foi adiada. Ministros da corte entendem que a competência para a definição do caso é da corte eleitoral, mas avaliaram que a chance de o Supremo rever a deliberação deles era alta.

Nos bastidores, esses ministros consideravam validar vitória do ex-prefeito de Boa Vista Arthur Henrique (PL), nome mais votado. Mas o receio de a conclusão ser imediatamente derrubada pelo STF provocou as ponderações sobre a solução a ser dada.

Roraima é governada interinamente pelo presidente da Assembleia Legislativa, Soldado Sampaio (Republicanos), desde maio. Ele participou da disputa suplementar em junho, mas foi o segundo mais votado. Apesar de ter sido derrotado nas urnas, ele segue à frente do governo até a decisão final sobre Arthur Henrique.

O pleito suplementar, para um mandato-tampão até janeiro, foi realizado porque, no final de abril, o TSE cassou o mandato do então governador Edilson Damião (União Brasil) e tornou o ex-governador Antonio Denarium (PP) inelegível.