"É óbvio que o presidente Bolsonaro não tinha a menor ideia de que ia passar um vídeo de IA dele na nossa convenção. Obviamente que nós estudamos a legislação e não tem absolutamente nada de errado", disse o senador. Segundo Flávio, a equipe jurídica da campanha considera que não há nada de errado com a utilização das imagens. Ele alega que a lei eleitoral proíbe o uso "para promover mentiras, para fazer conteúdos de apoio a um candidato ou de ataque a um outro candidato". "Isso é proibido sempre que houver a intenção de ludibriar, de enganar quem tiver assistindo esse vídeo com o IA", disse Flávio Bolsonaro, ao alegar que o vídeo de seu pai não tinha tal conteúdo. "Ele começa o vídeo dizendo 'esse aqui não sou eu, uu estou preso por uma injustiça, acusado de coisas que eu não fiz. Então esse aqui é feito com inteligência artificial'. Ele dá um aviso para que não reste nenhuma dúvida de que o vídeo é feito com IA". Flávio Bolsonaro alega que a IA está disseminada nas redes sociais e que "todo mundo usa", tanto "na imprensa, no Judiciário, no Legislativo". "Como é que as plataformas vão proibir o as centenas de milhares de conteúdos feitos com IA todos os dias e filtrar o que pode e o que não pode. Isso aí é praticamente impossível", disse. Deep fake com rosto de Jair A convenção nacional do Partido Liberal (PL) exibiu um vídeo produzido com inteligência artificial (IA) para simular um pronunciamento de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, no dia 25 de julho. Na gravação, o ex-presidente afirma estar "preso e calado por uma decisão arbitrária", diz que "nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança" despertado por seu movimento e pede que os apoiadores recebam Flávio Bolsonaro "de braços abertos" como candidato à Presidência. [Reportagem está em atualização]