Centenas de migrantes entraram nesta quinta-feira 30, vindos do Marrocos, no enclave espanhol de Ceuta, na África, juntando-se aos 1.500 que fizeram o mesmo nos últimos dias, em uma “emergência humanitária” que deixou vários mortos e levou Madri a anunciar o envio do Exército.
Ceuta e o outro enclave espanhol no Marrocos, Melilla, são as únicas fronteiras terrestres que a União Europeia possui com a África.
No fim da tarde de quinta-feira, depois que centenas de pessoas continuaram entrando em massa ao longo do dia, pulando a cerca da fronteira ou nadando pelo mar até o território de 18,5 km², o Ministério do Interior anunciou, em comunicado, que “as Forças Armadas reforçarão a Guarda Civil (…) para manter a segurança na cidade de Ceuta”.
O ministério, que não especificou quantos soldados enviará, explicou que também reforçará a Guarda Civil com mais 70 agentes, que se somarão aos 80 já presentes no local, além de enviar equipes de mergulhadores e embarcações da guarda costeira do Serviço Marítimo.
Segundo imagens exibidas pela televisão pública, agentes da Guarda Civil limitavam-se a vigiar a entrada dos migrantes nas proximidades de um posto fronteiriço ao sul de Ceuta.










