País promoveu reunião com 43 países e UE para discutir proposta sobre segurança conjunta no Mar Vermelho Superpetroleiro chinês durante passagem pelo Estreito de Bab el-Mandeb, porta de entrada no Mar Vermelho — Foto: Vladimir Tonic/Handout via Reuters/Arquivo A Arábia Saudita anunciou nesta quinta-feira plano para uma coalizão de defesa marítima multinacional para proteger a navegação e as rotas de suprimento de energia na região do Mar Vermelho após os houthis, grupo aliado ao Irã no Iêmen, terem bloqueado um dos corredores de comércio mais movimentados do mundo. O Ministério de Defesa da Arábia Saudita disse que representantes de 43 países e da União Europeia participaram de uma reunião em que se discutiu a proposta de coalizão, que teria o reino no papel de fundador, líder e sede do grupo. O ministério afirma que a ação conjunta fortaleceria a segurança marítima e a liberdade de navegação, bem como as rotas de comércio, essenciais à oferta de energia — além de proteger interesses marítimos compartilhados no Estreito de Bab el-Mandeb e no Golfo de Aden. O ministério disse também que 14 países, entre os quais Turquia, Paquistão, Egito, Sudão e Djibuti, emitiram um comunicado conjunto em que apoiam a proposta de coalizão. Entre os seis países do Golfo, Omã e Emirados Árabes Unidos não aparecem entre os que apoiam o comunicado. O anúncio foi feito no dia seguinte à ideia de coalizão ter sido antecipada por duas fontes ouvidas pela Reuters, próximas às discussões. Em 20 de julho, os houthis disseram que iniciariam um bloqueio naval à Arábia Saudita no Mar Vermelho. E, desde então, assumiram responsabilidade por ataques a navios ligados ao país, o que resultou em bombardeio saudita ao grupo, no porto de Hodeidah, no Iêmen.