Ficou equilibrada a comparação entre os brasileiros que aprovaram e os que reprovaram a realização da Copa do Mundo com 48 seleções, com 104 partidas divididas entre Estados Unidos, México e Canadá. A ampliação em relação ao formato anterior, que tinha 32 equipes, dividiu opiniões.
Na mais recente pesquisa Datafolha, 38% dos entrevistados consideraram a mudança positiva (21% acharam o modelo muito melhor e 17% o apontaram como um pouco melhor). Já 37% desgostaram da inovação (24% a viram como muito pior, e 13%, como um pouco pior).
O levantamento foi feito nos dias 22 e 23 de julho. Foram ouvidas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 139 municípios das cinco regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
Chama a atenção o fato de que os homens, de maneira geral, tenham apreciado bem mais a novidade do que as mulheres. Houve entre eles 47% de aprovação (para 29%, muito melhor; para 18%, um pouco melhor). Houve entre elas 29% de aprovação (para 13%, muito melhor; para 16%, um pouco melhor). No recorte de gênero, a margem de erro é de três pontos percentuais.
A aprovação que parece importar para o presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Gianni Infantino, é a das federações que votarão em sua tentativa de reeleição, em março. Ele adotou um agressivo modelo de ampliação de receitas que se baseia politicamente na distribuição de parte do bolo.








