Não são incomuns os casos em que fisiculturistas apresentam corpos completamente distintos em torneios com apenas semanas de diferença. O segredo é a manipulação de água, sódio e carboidratos realizada pelos preparadores nos dias que antecedem as competições.

Entrevistado pela coluna, o atleta profissional Vitor Porto diz que, durante o período de finalização, que geralmente contempla a semana anterior ao campeonato, "o organismo está muito sensível. O corpo responde diariamente a qualquer estímulo".

A preparação geralmente consiste em perder o máximo de gordura para que o físico fique o mais definido possível. Entretanto, a perda desse tecido é praticamente irrisória a curto prazo. Ou seja, um fisiculturista não perde praticamente nada de gordura na última semana da preparação –logo, é nessa fase em que ele vai tentar tirar todo o líquido localizado entre o músculo e a pele, bem como fazer com que esse músculo fique hidratado.

Muitos atletas sobem ao palco com o aspecto chamado de "flat" ("plano" em tradução para o português, o termo é referente a um fisiculturista que não comeu o suficiente antes se apresentar). Outros, por sua vez, transbordam (termo usado para dizer que o atleta comeu demais antes de competir, ou seja, a água daquele alimento não foi apenas para o músculo, mas também para a camada entre esse músculo e a pele). O ideal é conseguir um equilíbrio entre as duas situações.