Com a evolução do fisiculturismo ao longo dos anos, os corpos apresentados por atletas profissionais ficaram cada vez mais distantes dos físicos observados em pessoas comuns. Para o médico Paulo Muzy, que já foi praticante e é um entusiasta do esporte, essa dinâmica –aliada à maior exposição dos atletas por conta das redes sociais– fez com que a opinião do público geral piorasse.
"O fisiculturismo tem que mudar (...) ou ele muda, ou a opinião que as pessoas têm sobre ele vai ficar pior ainda. Antes, falava-se que era estranho, que o fisiculturista era o cara que só queria saber de musculação. Hoje, o fisiculturismo é tomar bomba até morrer?! (A opinião pública) Não tem como ficar pior", afirma o profissional da saúde.
Segundo o produtor de conteúdo digital, enquanto o fisiculturismo "privilegiar monstruosidades", sua aprovação pelo público continuará em queda.
Ainda de acordo com Muzy, medidas como por exemplo limites de idade –que seria uma prevenção contra o abuso de esteroides anabolizantes (EAs) por parte de jovens com pressa– e de peso –que serviria para evitar atletas grandes, mas desproporcionais e/ou assimétricos no palco– poderiam ser tomadas.
"Os dois [limites de peso e de idade]. Talvez possa existir uma idade mínima para se profissionalizar ou pisar no Olympia, como por exemplo 30 anos. Hoje, existem garotos de 14 anos tomando todos os esteroides anabolizantes possíveis porque querem ser fisiculturistas profissionais aos 18. Não existe isso. Quanto mais jovem é o usuário, mais dano o esteroide anabolizante causa. Isso porque as altas doses causam envelhecimento (...) Basicamente, acho que poderia haver limites de peso e de idade. 'Se você mede x, pose pesar até y', por exemplo", explica o médico.






