A edição deste ano do Musclecontest Brazil começou nesta sexta-feira (17) com a inscrição e a pesagem dos fisiculturistas que participarão do torneio. Durante o evento, a Musclecontest –empresa que organiza o campeonato– anunciou que qualquer atleta que apresentar um mal-estar no "backstage" (área localizada atrás do palco, onde ficam os participantes que estão prestes a serem chamados) será impedido de competir na ocasião.

Em entrevista à coluna, Tamer El Guindy diz que a manutenção da saúde dos competidores está acima de qualquer resultado. "A saúde e o cuidado com o corpo são as coisas mais importantes (...) Nosso incentivo deve ser o de ter um corpo saudável para competir aqui na sua melhor condição. Sob qualquer sinal de estresse, você não deve competir. É preciso se resguardar", destaca o CEO da Musclecontest.

O produtor e empresário também enxerga que "o fisiculturismo é um esporte extremamente saudável e que salvou muitas vidas. Ajuda muitas pessoas. Entretanto, ele é como qualquer outro esporte do mundo, qualquer coisa em exagero dá problema (...) Hoje, infelizmente, a gente está numa sociedade onde os exageros causam mais curtidas e seguidores".

Por fim, El Guindy conclui que a instituição "não pode incentivar" o abuso de esteroides anabolizantes. A reportagem, por sua vez, destaca que, embora essa categoria de remédios tenha diversas aplicações médicas, seu uso para fins estéticos ou performáticos –o que inclui o esporte– é, além de arriscado para a saúde do usuário, proibido no Brasil.