Taxas dos Treasuries de longo prazo seguem em alta e puxam para cima os juros globais Manhã no mercado: Credibilidade do Fed, big techs e dados dos EUA no foco dos investidores — Foto: Valerie Plesch/Bloomberg A sensação de aumento da desconfiança em torno do compromisso do Federal Reserve (Fed) de levar a inflação para a meta de 2% continua a ter reflexos no comportamento dos mercados financeiros na manhã desta quinta-feira. As taxas dos Treasuries de longo prazo seguem em alta e puxam para cima os juros globais, ao mesmo tempo em que o dólar se enfraquece frente a outras moedas principais, em um aumento do prêmio exigido pelos ativos americanos. Nas bolsas, os futuros de Nova York indicam uma tentativa de recuperação, mas os resultados corporativos seguem no radar. O balanço da Meta Platforms, que controla o Facebook, o WhatsApp e o Instagram, era bastante aguardado pelos agentes de mercado, no momento em que as dúvidas sobre o capex destinado à inteligência artificial têm aumentado. Nesse sentido, o aperto da Meta no limite inferior de suas projeções para o capex deste ano ampliou as desconfianças do mercado, que continua a ter dúvidas sobre as formas de financiamento. E, com um lucro que ficou abaixo das estimativas do mercado, a empresa de Mark Zuckerberg vê suas ações caírem mais de 8% no pré-mercado. O Nasdaq futuro, porém, sobe 0,95% na manhã desta quinta-feira, também apoiado pelo salto de 9% das ações da Microsoft, que também divulgou seus resultados trimestrais na noite de ontem. Os futuros de Nova York, assim, driblam o mau humor contínuo no mercado de Treasuries, onde os mercados continuam a puxar para cima os juros de longo prazo. Há pouco, por volta de 7h50 (de Brasília), enquanto o retorno da T-note de dois anos operava praticamente estável, a 4,271%, o yield do papel de dez anos avançava para 4,693% e a taxa do T-bond de 30 anos subia para 5,227%. Ainda nesse contexto, o dólar perdia força ante outras moedas principais, com o DXY em queda de 0,21%, aos 100,679 pontos. Vale notar que os preços do petróleo operam em queda na manhã desta quinta-feira, diante da falta de notícias sobre uma nova escalada nas tensões entre Estados Unidos e Irã durante a madrugada, o que leva a uma correção após a disparada observada na tarde de ontem. Notícias relacionadas ao conflito no Oriente Médio devem continuar no foco dos participantes do mercado, assim como indicadores como a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre dos Estados Unidos e o deflator dos gastos com consumo (PCE) referente a junho. No Brasil, o ambiente externo segue dominante e se soma a indicadores de peso, como a taxa de desemprego de junho, extraída da Pnad Contínua; a arrecadação federal também referente a junho; e o resultado primário do governo central. O dia conta, ainda, com o leilão tradicional de títulos prefixados, que pode contar com um volume maior de títulos ofertados pelo Tesouro Nacional diante do alívio recente observado no mercado doméstico, ainda que a sessão seja marcada por uma piora na renda fixa global.
Manhã no mercado: Credibilidade do Fed, big techs e dados dos EUA no foco dos investidores
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