Chegam aos cinemas o novo filme do herói aracnídeo, "Homem-aranha: um novo dia"; o documentário dirigido por Eliza Capai, "A fabulosa máquina do tempo"; e a ficção científica noir "Aquele que viu o abismo". De volta nas telonas, também tem "A professora de piano", com Isabelle Huppert. Confira os filmes que chegam às salas de cinema nesta semana e os que seguem em cartaz: As estreias da semana (30 de julho a 5 de agosto) ‘As aves’ Inspirado no conto “A morte, o tempo e o velho”, de Mia Couto, e na peça clássica homônima de Aristófanes, o drama português de Pedro Magano acompanha um homem que vive isolado em uma ilha ao lado de uma calopsita. Quando a Morte e o Tempo surgem inesperadamente, ele embarca em uma jornada que coloca em xeque sua relação com os deuses, a liberdade e o sentido da existência. Com Gustavo Sumpta e Mafalda Rocha. 'As cores do tempo' A estrutura de “As cores do tempo” tem algo de novelinha sobre família, mas com a ideia interessante de traçar conexões temporais. Dirigida por Cédric Klapisch (o mesmo do cult “Albergue espanhol”, de 2002), a trama vai e volta entre o fim do século XIX e 2025, distribuindo mistérios, romances, cartas escondidas e revelações sobre parentes de gerações passadas e pintores famosos. No entanto, a saga familiar se perde numa insistência em forçar a mão nas conexões. Em “As cores do tempo”, quase tudo precisa ser mastigado, toda emoção precisa ser sublinhada e toda imagem precisa conduzir a uma conclusão. Com isso, resvala para a cafonice. Frases como “sempre olhei para a frente, me faz bem olhar para trás”, por exemplo, parecem tiradas de perfil motivacional do TikTok. Bonequinho olha: leia a crítica. 'A fabulosa máquina do tempo' Meninas moradoras de Guaribas, no interior do Piauí, conversam com as mães sobre fatos do passado e do presente: a escassez de recursos, o alcoolismo dos homens, a difícil situação das mulheres que interromperam os estudos por causa da vida ao lado dos maridos. Mais conscientes em relação à posição desfavorável destinada às mulheres, as meninas criam cenas a partir de circunstâncias como essas e representam numa espécie de cinema imaginário. Nem tudo, porém, é dura realidade. Há espaço para o sonho nas projeções sobre o futuro, repleto de anseios profissionais, desejos muito diferentes do cotidiano doméstico. Como se pode perceber, as crianças mesclam distintas camadas de tempo nesse singelo e cativante documentário de Eliza Capai. Bonequinho aplaude: leia a crítica. ‘Homem-aranha: um novo dia’ Não dá para ser adolescente para sempre, nem mesmo se você for picado por uma aranha radioativa, ganhar poderes e sair por aí atirando teias por Nova York. O novo “Homem-Aranha — Um novo dia” busca retratar essa transição entre o garoto Peter Parker que só pensa em se divertir e o jovem adulto que precisa tomar decisões mais complicadas que a maturidade impõe. O principal vilão, nesse caso, é o tempo, um tema que já apareceu muitíssimas vezes nos quadrinhos do Homem-Aranha e também já foi usado no cinema. Mas que, agora, no bom filme dirigido por Destin Daniel Cretton, ganha um frescor que anda cada vez mais raro no modelo fordista de produção em massa de histórias de super-heróis. Bonequinho aplaude: leia a crítica. Relançamento ‘A professora de piano’. O clássico francês de Michael Haneke baseado em um romance da escritora austríaca Elfriede Jelinek estreou em Cannes em 2001, e recebeu três dos principais prêmios da competição: o Grande Prêmio do Júri, Melhor Atriz, para Isabelle Huppert, e Melhor Ator, para Benoît Magimel. Na trama, Huppert vive uma professora de piano reprimida que se envolve em uma relação intensa com um de seus alunos. 'A professora de piano', de Michael Haneke — Foto: Divulgação Extra ‘A outra volta do parafuso’. Na programação da mostra da Cinemateca do MAM no CCBB estão produções como “Homem com H”, cinebiografia de Ney Matogrosso (dia 1º, às 14h), “O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho (dia 2, às 14h), “A terceira margem do rio”, de Nelson Pereira dos Santos (dia 1º, às 18h) e Santo forte (dia 2, às 17h), de Eduardo Coutinho. Cinema II do CCBB. Centro. Até 31 de agosto. Grátis. ‘Cyberpunk japonês’. A mostra exibe títulos desse subgênero da ficção científica, de animes a longas de gangues de motoqueiros. Na programação, “Blade Runner”, de Ridley Scott (dia 30, às 17h30); e filmes japoneses como Anjo de combate, de Hiroshi Fukutomi (dia 1º, 14h) e “Explosão! Jogos violentos”, de Teruo Ishii (dia 2, 16h). Cinema I do CCBB. Centro. Até 31 de agosto. Grátis. ‘Brasil do Amanhã: Democracia’. A partir de segunda, o Museu do Amanhã vai exibir, em seu novo auditório,12 filmes brasileiros sobre democracia, memória e direitos humanos. Dividida em quatro eixos temáticos, a mostra exibe títulos como o clássico "Eles não usam black-tie" (dia 28, 10h), o doc "Democracia em vertigem" (dia 30, 16h) e "A última floresta" (dia 31, 14h). No dia 30, a programação inclui ainda a roda de conversa "Cinema e Democracia: memória, cultura e a política da imagem", seguida de apresentação do grupo Terreiro de Mangueira. Praça Mauá, Centro. Até 31 de julho. Inscrições pelo site do museu. Grátis. FID:RIO. O Festival Internacional de Artes e Cinema de Não Ficção do Rio reúne 56 produções ibero-americanas, entre longas e curtas, em sessões gratuitas espalhadas por espaços como a Cinemateca do MAM, o CCJF, o Estação Claro Rio, o Arte Sesc e a Banca do André. A programação inclui mostras competitivas e um foco no cinema argentino, com destaque para a presença da cineasta Lucrecia Martel, que apresenta "Nuestra Tierra" (dia 28, às 20h30, no Estação Claro Rio, R$ 35) e ministra uma masterclass no dia seguinte, no Teatro Sesc Ginástico. Até 1º de agosto. Grátis, exceto a exibição de "Nuestra Tierra". ‘A outra volta do parafuso – 2ª parte’. A mostra da Cinemateca do MAM no CCBB inclui "A rede social"(dia 30, 17h), de David Fincher, "Batman" (dia 31, 16h), de Matt Reeves; entre outros. CCBB, Centro. Até 31 de julho. Retirada de ingressos no site. Grátis. Jesse Eisenberg como Mark Zuckerberg em cena de "A rede social" — Foto: Divulgação Mostra Prêmio Grande Otelo. Em parceria com a Academia Brasileira de Cinema, a mostra da Cinemateca do MAM no CCBB reúne filmes que concorrem ao voto popular. Na programação, a comédia "Velhos bandidos" (dia 25, 18h), com Bruna Marquezine, Ary Fontoura e Fernanda Montenegro e o drama "O filho de mil homens" (dia 26, 18h), de Daniel Rezende. CCBB, Centro. Até 3 de agosto. Grátis. Filmes que seguem em cartaz ‘Águas mortais’ Neste suspense com Aaron Eckhart e Ben Kingsley, um voo cai no meio do Oceano Pacífico, e os sobreviventes precisam lutar pela própria vida em águas infestadas de tubarões. Dirigido por Renny Harlin. ‘Authentic games - No império desconectado’ Animação acompanha o YouTuber Marco Túlio, conhecido como Authentic games, dentro do universo Minecraft. Direção de Bruno Murtinho. ‘Backrooms: um não-lugar’ Dirigido pelo estreante Kane Parsons, o filme de terror volta aos cinemas com uma versão com 15 minutos inéditos. Na trama, uma terapeuta (Renate Reinsve) adentra uma dimensão labiríntica quando um de seus pacientes (Chiwetel Ejiofor) desaparece e ela precisa resgatá-lo. 'O convite' A perda do desejo sexual pode ser tanto sintoma quanto consequência de crises conjugais que acometem casais durante uma relação longa e com filhos. O tema é universal e o interesse por ele também. Prova disso é que o filme espanhol “Sentimental” (2020), do diretor Cesc Gay, adaptado de uma peça de sua autoria, já teve remakes em Itália, Suíça, França, Coreia do Sul e, mais recentemente, nos EUA, batizado de “O convite”, que acaba de chegar aos cinemas. É o terceiro longa dirigido pela atriz Olivia Wilde, que fez o dever de casa corretamente. Ela procura soluções visuais que confiram dinamismo ao filme, que se passa no apartamento do casal Angela (a própria Wilde) e Joe (Seth Rogen). Eles recebem para jantar os vizinhos do andar de cima, Pina (Penelope Cruz) e Hawk (Edward Norton), cuja voracidade barulhenta na cama costuma irritar Joe, mas desperta a curiosidade de Angela. Bonequinho aplaude: leia a crítica. 'O convite': com Olivia Wilde, Seth Rogen, Edward Norton e Penélope Cruz — Foto: Divulgação 'Dia D' Prestes a completar 80 anos de idade, Steven Spielberg volta ao tema com “Dia D”, que estreia nos cinemas brasileiros hoje, com uma dose de otimismo e crença na Humanidade. Mas o novo longa-metragem não é exatamente o que parece. Josh O’Connor é o Dr. Daniel Kellner, ex-hacker que trabalhava como especialista em cibersegurança da Wardex, uma organização que guarda os segredos sobre os FANIs (fenômenos anômalos não identificados) e as entidades não humanas que têm visitado a Terra desde 1947 — o famoso caso Roswell, em que um fazendeiro encontrou destroços de um aparato misterioso, e alienígenas teriam sido apreendidos pelo governo. Daniel Kellner foge com os arquivos, sendo perseguido com sua namorada Jane (Eve Hewson), uma ex-freira. Enquanto isso, a jornalista Margaret Fairchild (Emily Blunt) começa a viver episódios estranhos. Bonequinho aplaude de pé: leia a crítica. 'A divina Sarah Bernhardt' Sarah Bernhardt (1844-1923) surge nesse filme de Guillaume Nicloux como uma transgressora de padrões morais ao manter experiências sexuais com parceiros diversos e criar o filho fora de uma estrutura familiar tradicional. Mas também é uma mulher dependente do elo amoroso com Lucien Guitry (Laurent Lafitte), ator que, em determinado instante, decide romper a ligação com ela e priorizar um vínculo conjugal estável. Impulsiva e temperamental, Sarah se impõe na tela como uma personalidade sufocante, impressão realçada pelas imagens fechadas, algo claustrofóbicas, da fotografia de Yves Cape. Nicloux não se limita, porém, a fornecer o retrato de uma diva autocentrada. Bonequinho olha: leia a crítica. ‘Ecos do Teatro Experimental do Negro’ O doc de Daniel Solá Santiago usa o TEN, companhia teatral fundada por Abdias Nascimento, como fio condutor para falar sobre a história e a importância negra nas artes brasileiras. ‘Os emergentes’ Na comédia estrelada por Nelson Freitas, Alexandra Richter e Paulinho Serra, integrantes de uma família de elite perdem a fortuna e, para sobreviver, precisam começar a trabalhar para antigos funcionários. Direção de Hsu Chien. 'Franz' Agnieszka Holland investe em abordagem abrangente da trajetória de Franz Kafka (1883-1924), interpretado pelo ótimo Idan Weiss na fase adulta. Expõe as relações pessoais estabelecidas pelo escritor com o pai rude, Hermann (Peter Kurth), o amigo Max Brod (Sebastian Schwarz), e as mulheres Felice (Carol Schuler), Grete (Gesa Schermuly) e Milena (Jenovéfa Boková). Faz referência, mesmo que com menos destaque, à produção literária, com menção à novela “Na colônia penal”, numa sequência em que Kafka lê o texto diante de uma plateia, em boa parte, indignada, enquanto as violentas imagens descritas ganham a tela. E aponta a contradição entre a reduzida popularidade de Kafka durante a vida e o posterior turismo exibicionista formado em torno do seu nome. Bonequinho olha: leia a crítica. 'Herança de Narcisa' Uma casa mal-assombrada, uma mãe e uma filha em jogo de duplos e espelhos. Em “Herança de Narcisa”, vencedor do prêmio do júri popular da seção Novos Rumos do Festival do Rio, os diretores Clarissa Appelt e Daniel Dias inserem elementos sobrenaturais no drama da relação complexa e especial de mães e filhas. Ana (Paolla Oliveira) chega para a difícil tarefa de se desfazer dos discos, das roupas e maquiagens da mãe, que morreu faz pouco tempo. O filme deixa claro que, no temperamento, as duas não poderiam ser mais diferentes: Ana é uma chef de cozinha introspectiva, em meio a um luto, e Narcisa era uma vedete que amava ter a sala cheia de amigos cantando, dançando, bebendo e se divertindo. Na aparência, porém, elas são idênticas — quase um clichê nas obras de terror e suspense. Bonequinho olha: leia a crítica. 'Uma infância alemã' Não são poucos os méritos de “Uma infância alemã” (“Amrum”, no original). Para começar, a interpretação de Jasper Billerbeck como Nanning, na faixa dos 12, 13 anos. Com naturalidade e densidade, o pré-adolescente expressa o peso, a perplexidade e a culpa por viver em um mundo com regras cruéis e incompreensíveis, começando em casa. O cenário poderia ser paradisíaco — a Ilha de Amrum, no Mar do Norte, — reduto provisório da família, enquanto o pai, alto oficial, está no front, a mãe prestes a dar à luz o quarto filho. A guerra está próxima do fim, a ilha é “invadida” por alemães e europeus refugiados, em busca de um exílio. Membro da juventude hitlerista, o (ainda) menino, tenta “dar conta” das obrigações, mesmo as mais cruéis, e lê “Moby Dick” com um amigo. Bonequinho aplaude: leia a crítica. "Uma infância alemã", de Fatih Akin — Foto: Divulgação ‘Minions e monstros’ Na década de 1920, na era de ouro de Hollywood, os Minions saem em busca de monstros para estrelar seu próprio filme. A animação traz referências a clássicos como “Tempos modernos”, de Chaplin, e “Tubarão”, de Spielberg. Dirigido por Pierre Coffin, responsável pela franquia e pela dublagem dos Minions. ‘Moana’ A animação de sucesso da Disney de 2016 ganha uma adaptação em live-action com a australiana Catherine Laga’aia no papel principal e Dwayne Johnson como semideus Maui , personagem que dublou no desnho. Na trama, Moana parte em uma missão para salvar seu povo ao lado de Maui. Dirigido por Thomas Kail. 'Natal amargo' Dois anos após conquistar o Leão de Ouro em Veneza com “O quarto ao lado”, Pedro Almodóvar competiu em Cannes com “Natal amargo”. Não ganhou prêmio algum, mas os elogios colhidos são suficientes para mostrar que a crise criativa que afeta o protagonista, o diretor de cinema Raul Rossetti (Leonardo Sbaraglia), torna o filme menos autobiográfico do que parece. Afinal, nos últimos dez anos Almodóvar realizou cinco longas e dois curtas. O novo filme é quase uma continuação de “Dor e glória” (2019). Embora o diretor tenha declarado em Cannes que “está farto de falar de si mesmo”, boa parte dos fãs de Almodóvar não parece se incomodar com isso. Afinal, quando ele se repete, está trazendo de volta características temáticas e estéticas que fizeram dele um dos maiores autores da história do cinema. Bonequinho aplaude: leia a crítica. Cena de "Natal amargo", filme de Pedro Almodóvar: cineasta diz que provavelmente será o último sobre si mesmo — Foto: Reprodução ‘Obsessão’ Neste terror, um romântico incurável faz um pedido para que sua paixão de longa data se apaixone por ele, mas um encantamento sinistro se desencadeia. Dirigido por Curry Barker, e estrelado por Michael Johnston e Inde Navarrette. 'A Odisseia' Christopher Nolan entrega espetáculo em “A odisseia”, sua adaptação do épico atribuído a Homero, uma das obras literárias mais antigas da humanidade, produzida no século VIII ou VII a.C. Estão lá as sequências que vão fazer as cadeiras tremerem e transportar o espectador para a Grécia da Idade do Bronze, embora haja menos fluidez em cenas mais íntimas. Porém, o que mais impressiona na história de Odisseu (Matt Damon) — que fica quase 20 anos longe de sua terra, Ítaca, de sua amada Penélope (Anne Hathaway) e do filho Telêmaco (Tom Holland), após partir para a Guerra de Troia — é como o diretor discute com mais segurança alguns de seus temas favoritos, como heroísmo, paternidade, tempo e memória, e usa a mitologia grega para falar de nós, hoje. Bonequinho olha: leia a crítica. Matt Damon, Will Yun Lee, e Himesh Patel em "A Odisseia" (2026) — Foto: Divulgação 'Pequenas criaturas' Qual o, pior lugar do mundo? “Brasília”, responderiam sem respirar Helena e seus dois filhos. Se a enquete prosseguisse com “qual o pior momento da História”? “Agora”, concordariam em coro. O desagrado faz sentido. Há nove dias na capital do país nos idos de 1986, ao núcleo familiar recém-abandonado pela figura masculina, só cabe persistir por teimosia. E falta de opção. Mãe e filhos vivem a ruptura e o novo habitat em condomínio cercado por construções de design futurista e áreas desérticas. No contexto, cada um se vira como pode: a mãe, à beira da depressão, fumante pesada. André, engatinha na adolescência, e Dudu, de 7 anos, o mais “safo”, graças à paixão por “Guerra nas Estrelas” e um amigo imaginário. Bonequinho aplaude: leia a crítica. ‘O poder do rosário’ Drama religioso brasileiro dirigido por Tiago Benetti sobre uma menina e sua mãe, que sofrem um grave acidente e embarcam em uma jornada de fé. ‘Quinze dias’ Na adaptação do sucesso teen escrito por Vitor Martins, um adolescente inseguro que sofre bullying espera aproveitar as férias longe dos colegas da escola. Mas seus planos mudam quando a mãe decide hospedar por quinze dias o filho dos vizinhos, por quem ele foi apaixonado na infância. Com Miguel Lallo, Diego Lira e Débora Falabella. ‘Trago seu amor’ O feitiço vira contra o feiticeiro nesta comédia romântica dirigida por Claudia Castro sobre uma bruxa com um beijo mágico: ou a pessoa beijada se apaixona por ela ou por uma pessoa que já amou. Só que, numa dessas, é a bruxa quem se apaixona. Com Giovanna Grigio, Jê Soares e Diego Martins. ‘Toy story 5’ Os medos dos brinquedos de “Toy story” são comuns aos de qualquer humano, como deixar de ter utilidade, ser abandonado, não ficar na memória de alguém. Em “Toy story 5”, de Andrew Stanton (“Procurando Nemo”, “Wall-E”), a esses temores junta-se um novo: o avanço da tecnologia não poupa ninguém. “A era dos brinquedos acabou”, dizem, apavorados, os bonecos, ao perceberem que todos têm os olhos voltados para baixo, para as telas de seus celulares. Não há grandes novidades na trama, apenas uma atualização com o impacto da tecnologia. Mas é bom passar um tempo com esses personagens e voltar a se emocionar com eles, ainda mais em um filme de visual tão deslumbrante. Bonequinho aplaude: leia a crítica. Em "Toy Story 5", criança troca brinquedos por telas — Foto: Reprodução