Nova adaptação da HQ da Marvel, "Supergirl" chega aos cinemas com Milly Alcock no papel principal; o terror "Segredo obscuro", com Elizabeth Moss e Kate Hudson; o drama gay "Apenas coisas boas" e mais estreias desta semana. Confira os filmes que chegam às salas de cinema nesta semana e os que seguem em cartaz: As estreias da semana (25 de junho a 1º de julho) ‘Apenas coisas boas’ Com roteiro e direção de Daniel Nolasco, o filme ambientado nos anos 1980 da região rural de Catalão, em Goiás, acompanha a história de amor intensa e improvável entre um pequeno fazendeiro e um motociclista acidentado. No elenco, Lucas Drummond, Fernando Libonati e Renata Carvalho. 'Uma infância alemã' Não são poucos os méritos de “Uma infância alemã” (“Amrum”, no original). Para começar, a interpretação de Jasper Billerbeck como Nanning, na faixa dos 12, 13 anos. Com naturalidade e densidade, o pré-adolescente expressa o peso, a perplexidade e a culpa por viver em um mundo com regras cruéis e incompreensíveis, começando em casa. O cenário poderia ser paradisíaco — a Ilha de Amrum, no Mar do Norte, — reduto provisório da família, enquanto o pai, alto oficial, está no front, a mãe prestes a dar à luz o quarto filho. A guerra está próxima do fim, a ilha é “invadida” por alemães e europeus refugiados, em busca de um exílio. Membro da juventude hitlerista, o (ainda) menino, tenta “dar conta” das obrigações, mesmo as mais cruéis, e lê “Moby Dick” com um amigo. Bonequinho aplaude: leia a crítica. ‘Segredo obscuro’ As atrizes Elizabeth Moss e Kate Hudson estrelam este filme de terror que, com mistério e humor, critica os limites da indústria da beleza e do bem-estar. Direção de Max Minghella, filho do vencedor do Oscar Anthony Minghella (1954-2008). 'O Sol nasce para todos' No hospital, Meiyun (Xin Zhilei) descobre sua gravidez, que inspira cuidados. Seu namorado, casado, vem recebendo ameaças pelo telefone. Mas essa é uma trama paralela de “O sol nasce para todos”, do chinês Cai Shangjun, que rendeu a Xin uma merecida Coppa Volpi de melhor atriz no Festival de Veneza 2025. O verdadeiro drama se desenrola aos poucos. Na sala de espera, a protagonista vê Baoshu (Zhang Songwen, ótimo), seu ex, ali para tratar um câncer. Anos atrás, Baoshu levou a culpa por uma batida e fuga de carro, quando Meiyun estava dirigindo, e foi condenado a cinco anos de prisão. Ela visitou seu amado durante meses. Depois, sumiu. Bonequinho olha: leia a crítica. ‘Supergirl’ Baseado na HQ “Supergirl: Mulher do Amanhã” (2021–2022), escrita por Tom King e ilustrada pela brasileira Bilquis Evely, o filme acompanha a jovem Kara Zor-El (Milly Alcock), que sobreviveu ao colapso de Krypton quando adolescente, e conta sua história antes de chegar à Terra, incluindo uma batalha cósmica em diferentes sistemas solares. Jason Momoa também está no elenco. A direção é de Craig Gillespie (“Eu, Tonya” e “Cruella”). ‘Um triste e belo mundo’ Premiado em Veneza, Palm Springs, Barcelona e outros festivais internacionais, o filme do cineasta libanês Cyril Aris acompanha 30 anos da vida de Nino (Hasan Akil) e Yasmina (Mounia Akl), l que se conhecem desde crianças e consideram formar uma família no Líbano devastado pela guerra. Extra ‘8 ½ Festa do Cinema Italiano’. A mostra dedicada ao cinema italiano volta ao Rio com dez longas-metragens, entre estreias recentes, filmes premiados e obras restauradas de alguns dos nomes mais importantes do cinema italiano. Entre os destaques estão “Modi – Três dias nas asas da loucura”, que marca o retorno de Johnny Depp à direção, e “Fuori”, de Mario Martone, além de cópias restauradas como “Caro diário”, de Nanni Moretti, e títulos que passam por diferentes gêneros, do drama ao thriller político e ao documentário. Em amplo circuito. Até 1º de julho. ‘Quem Quer Queer?’. Durante o Mês do Orgulho LGBTQIAPN+, a quarta edição da mostra ocupa os cinemas Estação com mais de 40 longas-metragens brasileiros e internacionais, além de debates, performances de ballroom, feira, festa e sessões especiais. A abertura será com “Apenas coisas boas”, de Daniel Nolasco (seg, 20h30), e o encerramento homenageia o ator e diretor Tavinho Teixeira, com exibição de “Batguano Returns”. Entre os destaques, estão "Tudo sobre a minha mãe", de Pedro Almodóvar, (sex, às 20h), "Pacto sinistro", de Hitchcock (sáb, às 22h), e musicais como "Hairspray - e éramos todos jovens", de John Waters (dom, às 14h50), e "Rent", de Chris Columbus (dom, às 18h30). Estação Rio e Estação Gávea. R$ 19. Até 8 de julho. Cecilia Roth interpreta Manuela em "Tudo sobre minha mãe" — Foto: Divulgação ‘A outra volta do parafuso’. A mostra na Cinemateca do MAM no CCBB explora o cinema digital e o uso de novas ferramentas e escolhas criativas. Na curadoria, o argentino “O segredo dos seus olhos” (dia 21, 14h), "Frances Ha" (dia 28, às 17h); "Dançando no escuro", de Lars Von Trier, estrelado por Björk (dia 28, às 14h); entre outros. Rua Primeiro de Março 66. Até 28 de junho. Grátis ‘Mostra Pitanga’. O CCBB celebra a trajetória de Antonio Pitanga com 38 filmes, entre clássicos, títulos raros e produções contemporâneas. A curadoria é de sua filha, Camila Pitanga, com Thiago Ortman. Entre os destaques, “O pagador de promessas”, de Anselmo Duarte (dia 25). Até 29 de junho. Grátis. Cena de 'O pagador de promessas' (1962), com Leonardo Vilar e Glória Menezes (em primeiro plano) e Antonio Pitanga (ao lado deles) — Foto: Divulgação Filmes que seguem em cartaz ‘O advogado de Deus’ Baseado em romance espírita, o filme de Wagner de Assis segue um advogado que se envolve em um caso com uma história mal resolvida em vidas passadas. Com Nicolas Prattes, Beth Goulart e Lorena Comparato. ‘O afinador’ O galã britânico Leo Woodall (“Bridget Jones: louca pelo garoto”), interpreta um afinador de piano que, com um bom ouvido e dificuldades financeiras, acaba indo trabalhar como arrombador de cofres. O suspense, que também conta com Dustin Hoffman no elenco, marca a estreia em longa de ficção do diretor Daniel Roher, que ganhou um Oscar de melhor documentário por “Nalvany” (2023). ‘Authentic games - No império desconectado’ Animação acompanha o YouTuber Marco Túlio, conhecido como Authentic games, dentro do universo Minecraft. Direção de Bruno Murtinho. ‘Backrooms: um não-lugar’ O novo filme de terror da produtora americana A24 explora o conceito de backrooms, lenda urbana popularizada na internet sobre dimensões paralelas labirínticas. Baseado em um curta, o longa de estreia do diretor Kane Parsons acompanha uma terapeuta (Renate Reinsve, indicada ao Oscar 2026 por “Valor sentimental”), que adentra o espaço quando um de seus pacientes (Chiwetel Ejiofor) desaparece. 'O bolo do presidente' “O bolo do presidente” venceu ano passado em Cannes o prêmio Caméra D’Or, concedido ao melhor filme de diretor estreante. Um belo reconhecimento ao talento do jovem diretor e roteirista iraquiano Hasan Hadi, que encara um desafio e tanto com essa produção recheada de cenas externas e protagonizada por duas crianças que nunca haviam atuado, em meio a inúmeros outros não-atores e um galo como coadjuvantes. Moradores de uma comunidade pobre ribeirinha no interior do Iraque, Lamia (Baneen Ahmed Nayyef) e Saeed (Sajad Mohamad Qasem) são sorteados na escola para providenciarem respectivamente, o bolo e as frutas da comemoração pelo aniversário do ditador Saddam Hussein, uma tradição escolar no país. Parece algo inocente, mas em ocasiões festivas as crianças devem gritar em coro “Com nosso sangue e nossas almas nos sacrificamos por você, Saddam”. É uma abordagem bem realista à la “Ladrões de bicicleta” com pouco espaço para o lúdico, mas que é capaz de encantar pela maneira como Lamia e Saeed preservam sua inocência. Bonequinho aplaude: leia a crítica. "O bolo do presidente", de Hasan Hadi — Foto: Divulgação ‘Cansei de ser nerd’ Nesta comédia sci-fi dirigida por Gualter Pupo, Fernando Caruso vive um nerd que na juventude foi acusado injustamente de um suposto assassinato e vai à festa de reencontro da faculdade decidido a limpar seu nome e reconquistar sua alma gêmea. Bia Guedes, João Velho e Pedro Benevides também estão no elenco. ‘Chopin, uma sonata em Paris’ Cinebiografia do compositor polonês Frédéric Chopin, interpretado por Eryk Kulm. Aos 25 anos, Chopin é o grande favorito dos salões parisienses e da corte do Rei da França, enquanto enfrenta uma doença, compõe obras-primas, dá aulas de piano e vive romances nos círculos aristocráticos. A direção é de Michał Kwieciński. ‘As correntes’ Sem muito esforço, “As correntes” poderia navegar como “Cronologia da Água Parte 2”. Não são poucas as semelhanças entre os dois mergulhos em mistérios e dores do feminino, desta vez com direção e roteiro da argentina-suíça Milagros Mumenthaler. Mas se no filme de Kristen Stewart, a água era a saída para traumas de infância, desta vez ela representa cristalina imersão no caos. Lina (vivenciada com adequada e esforçada falta de brio por Aimé González Sola), bem-sucedida estilista na casa dos 30, depois de ganhar importante prêmio na Suíça, “do nada” mergulha nas águas turvas de um rio. Dá para imaginar a temperatura. Bonequinho olha: leia a crítica. Cena de "As correntes" — Foto: Divulgação 'Dia D' Prestes a completar 80 anos de idade, Steven Spielberg volta ao tema com “Dia D”, que estreia nos cinemas brasileiros hoje, com uma dose de otimismo e crença na Humanidade. Mas o novo longa-metragem não é exatamente o que parece. Josh O’Connor é o Dr. Daniel Kellner, ex-hacker que trabalhava como especialista em cibersegurança da Wardex, uma organização que guarda os segredos sobre os FANIs (fenômenos anômalos não identificados) e as entidades não humanas que têm visitado a Terra desde 1947 — o famoso caso Roswell, em que um fazendeiro encontrou destroços de um aparato misterioso, e alienígenas teriam sido apreendidos pelo governo. Daniel Kellner foge com os arquivos, sendo perseguido com sua namorada Jane (Eve Hewson), uma ex-freira. Enquanto isso, a jornalista Margaret Fairchild (Emily Blunt) começa a viver episódios estranhos. Bonequinho aplaude de pé: leia a crítica. Emily Blunt e Josh O’Connor em "Dia D", de Steven Spielberg — Foto: Divulgação ‘O diabo veste Prada 2’ Fazer uma sequência 20 anos após o filme original sem parecer mero caça-níqueis é um desafio. “O diabo veste Prada 2” tem dois trunfos: personagens que o espectador vai amar rever e atores à altura. A verdade é que história nem precisaria ser grandes coisas. Mas o longa do mesmo David Frankel de “O diabo veste Prada” consegue, com graça e leveza, dizer coisas relevantes sobre os tempos de hoje, seja a crise do jornalismo ou a falta de alma em um mundo obcecado com resultados financeiros. Bonequinho aplaude: leia a crítica. ‘O gênio do crime’ Adaptação do clássico da literatura infantojuvenil brasileira, com direção de Lipe Binder e Marcos Veras no elenco. Na trama, quatro amigos se envolvem em uma investigação ao descobrirem um esquema de falsificação de figurinhas do álbum da Copa do Mundo. 'Hit para dois' Os créditos de abertura de “Hit para dois” ainda rolam na tela enquanto Rick (Paul Rudd), vocalista de uma banda de covers, e seus companheiros de grupo animam uma festa de casamento. Lá para o meio do show, ele se entusiasma com a receptividade dos convidados e começa a cantar uma de suas próprias composições, da época em que participava de uma promissora banda de rock, nos 1990. Ao sair do delírio de sua performance, percebe que a pista, antes lotada, está vazia. É um dos momentos em que o novo filme musical de John Carney (“Apenas uma vez”, 2006; “Mesmo se nada ser certo”, 2013; “Sing street — Música e sonho”, 2016) sugere que toda canção tem seu poder e valor — afetivo, catártico —, não importando qual o tamanho da plateia que alcance. Bonequinho aplaude: leia a crítica. 'Love kills' É sempre bem-vinda a ousadia de cineastas brasileiros que apostam no cinema de gênero. Em “Love kills”, seu longa de estreia na ficção, Luiza Shelling Tubaldini transforma o centro de São Paulo em um cenário misterioso e sombrio ao transpor para a tela uma história de vampiros baseada na graphic novel de Danilo Beyruth. O ponto alto é a construção visual dessa São Paulo, com a ajuda da fotografia, design de produção, figurinos e maquiagem. A cidade do filme remete à realidade, com as pessoas que dormem nas ruas, muitas delas usuárias de drogas. Mas se descola um pouco do naturalismo para representar o isolamento de humanos e vampiros com uma metrópole quase vazia, a não ser por algumas almas penadas. Bonequinho olha: leia a crítica completa. 'Mestres do Universo' Depois da moça linda, magra e loira, que tentava enfrentar nos cinemas os estereótipos femininos que ela própria ajudou a criar quando era apenas uma boneca, chega a vez do rapaz lindo, sarado e, claro, também loiro. Assim como o incensado “Barbie” (2023), o novo filme “Mestres do Universo” é produzido pela empresa americana Mattel, mais uma vez com uma história adaptada de uma linha de brinquedos de muito sucesso. O grande mérito do filme dirigido por Travis Knight é justamente manter aquela doideira oitentista e vez ou outra zombar dela. Bonequinho dorme: leia a crítica. O filme 'Mestres do universo' — Foto: Divulgação ‘Michael’ A nostalgia e os fandoms estão em alta, e a indústria aposta em filmes com esse apelo. “Michael”, cinebiografia de Michael Jackson dirigida por Antoine Fuqua e estrelada pelo sobrinho do cantor, Jaafar Jackson, confia em ambos para atrair o público. Nesse aspecto, o longa é um sucesso. “Michael” se concentra na primeira fase da carreira do cantor, da formação do Jackson 5 (na versão menino, ele é interpretado por Juliano Valdi), passando pelo início de sua carreira solo e o lançamento de “Thriller”, terminando com os shows da turnê “Bad” em Londres, em 1988. Bonequinho olha: leia a crítica completa. 'Natal amargo' Dois anos após conquistar o Leão de Ouro em Veneza com “O quarto ao lado”, Pedro Almodóvar competiu em Cannes com “Natal amargo”. Não ganhou prêmio algum, mas os elogios colhidos são suficientes para mostrar que a crise criativa que afeta o protagonista, o diretor de cinema Raul Rossetti (Leonardo Sbaraglia), torna o filme menos autobiográfico do que parece. Afinal, nos últimos dez anos Almodóvar realizou cinco longas e dois curtas. O novo filme é quase uma continuação de “Dor e glória” (2019). Embora o diretor tenha declarado em Cannes que “está farto de falar de si mesmo”, boa parte dos fãs de Almodóvar não parece se incomodar com isso. Afinal, quando ele se repete, está trazendo de volta características temáticas e estéticas que fizeram dele um dos maiores autores da história do cinema. Bonequinho aplaude: leia a crítica. Cena de "Natal amargo", filme de Pedro Almodóvar: cineasta diz que provavelmente será o último sobre si mesmo — Foto: Reprodução ‘Obsessão’ Neste terror, um romântico incurável faz um pedido para que sua paixão de longa data se apaixone por ele, mas um encantamento sinistro se desencadeia. Dirigido por Curry Barker, e estrelado por Michael Johnston e Inde Navarrette. 'Perto do Sol é mais claro' Reginaldo Faria estrela 'Perto do Sol é mais claro' — Foto: Divulgação Sempre que possível, o octagenário Rêgi (Reginaldo Faria) se garante, dividido entre o trabalho como chefe de obra e a rotina solitária. Viúvo há sete meses, o vazio pesa mais em casa, mas sempre vem o impulso de reagir. “Perto do sol é mais claro” tem vários aspectos documentais. Para começar, um filme “família” com direção e roteiro do primogênito Regis Faria e os irmãos Marcelo Faria e Candé Faria, como filhos de Rêgi, enquanto netos interpretam a si mesmos. Bonequinho aplaude: leia a crítica. ‘O poder do rosário’ Drama religioso brasileiro dirigido por Tiago Benetti sobre uma menina e sua mãe, que sofrem um grave acidente e embarcam em uma jornada de fé. ‘Quinze dias’ Na adaptação do sucesso teen escrito por Vitor Martins, um adolescente inseguro que sofre bullying espera aproveitar as férias longe dos colegas da escola. Mas seus planos mudam quando a mãe decide hospedar por quinze dias o filho dos vizinhos, por quem ele foi apaixonado na infância. Com Miguel Lallo, Diego Lira e Débora Falabella. ‘Rio de sangue’ Estrelado por Giovanna Antonelli e Alice Wegmann, este thriller policial gravado no Pará acompanha uma policial jurada de morte em São Paulo (Antonelli) que precisa resgatar a filha, médica em missão humanitária sequestrada por garimpeiros ilegais. Dirigido por Gustavo Bonafé. ‘Sexo e destino’ No drama espírita baseado na obra de Chico Xavier e dirigido por Márcio Trigo, duas famílias marcadas por traições e obsessões enfrentam um acerto de contas espiritual. Com Bruno Gissoni e Letícia Augustin. ‘Trago seu amor’ O feitiço vira contra o feiticeiro nesta comédia romântica dirigida por Claudia Castro sobre uma bruxa com um beijo mágico: ou a pessoa beijada se apaixona por ela ou por uma pessoa que já amou. Só que, numa dessas, é a bruxa quem se apaixona. Com Giovanna Grigio, Jê Soares e Diego Martins. ‘Todo mundo em pânico’ No sexto filme da franquia que parodia clássicos do terror, o quarteto Shorty (Marlon Wayans), Ray (Shawn Wayans), Cindy (Anna Faris) e Brenda (Regina Hall) volta a ser perseguido por um criminoso mascarado, 26 anos após os acontecimentos do primeiro filme. ‘Toy story 5’ Os medos dos brinquedos de “Toy story” são comuns aos de qualquer humano, como deixar de ter utilidade, ser abandonado, não ficar na memória de alguém. Em “Toy story 5”, de Andrew Stanton (“Procurando Nemo”, “Wall-E”), a esses temores junta-se um novo: o avanço da tecnologia não poupa ninguém. “A era dos brinquedos acabou”, dizem, apavorados, os bonecos, ao perceberem que todos têm os olhos voltados para baixo, para as telas de seus celulares. Não há grandes novidades na trama, apenas uma atualização com o impacto da tecnologia. Mas é bom passar um tempo com esses personagens e voltar a se emocionar com eles, ainda mais em um filme de visual tão deslumbrante. Bonequinho aplaude: leia a crítica. Em "Toy Story 5", criança troca brinquedos por telas — Foto: Reprodução