A comédia dramática elogiada com direção de Olivia Wilde, "O convite"; A adaptação em live-action da animação de sucesso da Disney, "Moana"; O terror "Herança de Narcisa", com Paolla Oliveira; e o documentário "Toquinho — Encontros e um violão" estreiam nos cinemas nesta quinta-feira. Confira os filmes que chegam às salas de cinema nesta semana e os que seguem em cartaz: As estreias da semana (9 a 15 de julho) ‘Apenas coisas boas’ Dirigido por Daniel Nolasco, o longa combina realismo fantástico, melodrama e suspense para contar a história de um fazendeiro e um motociclista que se apaixonam na zona rural de Goiás, em 1984. Com Lucas Drummond (“Ruas da Glória”) e Liev Carlos. 'O convite' A perda do desejo sexual pode ser tanto sintoma quanto consequência de crises conjugais que acometem casais durante uma relação longa e com filhos. O tema é universal e o interesse por ele também. Prova disso é que o filme espanhol “Sentimental” (2020), do diretor Cesc Gay, adaptado de uma peça de sua autoria, já teve remakes em Itália, Suíça, França, Coreia do Sul e, mais recentemente, nos EUA, batizado de “O convite”, que acaba de chegar aos cinemas. É o terceiro longa dirigido pela atriz Olivia Wilde, que fez o dever de casa corretamente. Ela procura soluções visuais que confiram dinamismo ao filme, que se passa no apartamento do casal Angela (a própria Wilde) e Joe (Seth Rogen). Eles recebem para jantar os vizinhos do andar de cima, Pina (Penelope Cruz) e Hawk (Edward Norton), cuja voracidade barulhenta na cama costuma irritar Joe, mas desperta a curiosidade de Angela. Bonequinho aplaude: leia a crítica. ‘Os emergentes’ Na comédia estrelada por Nelson Freitas, Alexandra Richter e Paulinho Serra, integrantes de uma família de elite perdem a fortuna e, para sobreviver, precisam começar a trabalhar para antigos funcionários. Direção de Hsu Chien. 'Herança de Narcisa' Uma casa mal-assombrada, uma mãe e uma filha em jogo de duplos e espelhos. Em “Herança de Narcisa”, vencedor do prêmio do júri popular da seção Novos Rumos do Festival do Rio, os diretores Clarissa Appelt e Daniel Dias inserem elementos sobrenaturais no drama da relação complexa e especial de mães e filhas. Ana (Paolla Oliveira) chega para a difícil tarefa de se desfazer dos discos, das roupas e maquiagens da mãe, que morreu faz pouco tempo. O filme deixa claro que, no temperamento, as duas não poderiam ser mais diferentes: Ana é uma chef de cozinha introspectiva, em meio a um luto, e Narcisa era uma vedete que amava ter a sala cheia de amigos cantando, dançando, bebendo e se divertindo. Na aparência, porém, elas são idênticas — quase um clichê nas obras de terror e suspense. Bonequinho olha: leia a crítica. ‘Moana’ A animação de sucesso da Disney de 2016 ganha uma adaptação em live-action com a australiana Catherine Laga’aia no papel principal e Dwayne Johnson como semideus Maui , personagem que dublou no desnho. Na trama, Moana parte em uma missão para salvar seu povo ao lado de Maui. Dirigido por Thomas Kail. ‘A morte do demônio: em chamas’ O novo filme da franquia oitentista “Evil dead”, de Sébastien Vanicek, acompanha uma mulher (Souheila Yacoub) que, após a morte do marido, se muda para a casa isolada dos sogros. O refúgio se transforma em pesadelo quando, um a um, eles se transformam em seres sobrenaturais. 'Primavera' Antonio Vivaldi, compositor renovador e celebrado por “As quatro estações”, merecia, neste “Primavera”, um retrato mais audacioso. Tudo bem que, de certa forma, a figura central do filme do estreante Damiano Michieletto seja transferida para Cecília, jovem criada em célebre orfanato em Veneza, Pio Ospedale della Pietà, no início do século XVIII. Neste recanto, em 1716, as meninas recebiam boa formação, não por questões humanitárias, mas como fonte de investimento. Aos 15, 16 anos, eram oferecidas a homens ricos que “pagavam” à instituição, gerenciada pelos aproveitadores de sempre. Entre a formação das jovens estava a música. Bonequinho olha: leia a crítica. ‘Toquinho — Encontros e um violão’ Na semana em que completa 80 anos, o intérprete de “Aquarela” é homenageado neste documentário que revisita sua trajetória desde os primeiros anos como violonista prodígio até a consagrada parceria com Vinicius de Moraes. Dirigido por Erica Bernardini, o longa reúne depoimentos de nomes como Ivan Lins, Andreas Kisser e Pedro Bial. Extra Mostra Prêmio Grande Otelo. Em parceria com a Academia Brasileira de Cinema, a mostra da Cinemateca do MAM no CCBB reúne filmes que concorrem ao voto popular. Na estreia, o premiado doc de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro Cunha, “A queda do céu” (seg, às 17h). Ainda na programação, o drama “Manas”, de Mariana Brennand (dia 18, às 14h) e o último doc com Rita Lee, “Ritas”, de Oswaldo Santana e Karen Harley (dia 18, 18h). CCBB, Centro. Até 3 de agosto. Grátis. Retrospectiva Brasil: Zezé Motta. Em comemoração aos 50 anos de “Xica da Silva” e em homenagem à atriz de 82 anos, o Arte Sesc, no Flamengo, exibe o longa de Carlos Diegues (dia 18, às 15h30), o doc “Zezé Motta, la femme enchantée” (dia 11, às 13h45) e “Quilombo”, também de Diegues (dia 11, às 15h30). Até 18 de julho. Grátis. Zezé Motta interpretou Xica da Silva em filme de Cacá Diegues — Foto: Cinemateca Filmes que seguem em cartaz 'Anatomia do caos' Em abril de 2021, quando o Senado instalou a Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, o Brasil registrava 395 mil mortes em virtude da pandemia. Seis meses depois, na apresentação e votação do relatório final, o número de mortes havia superado 600 mil. O documentário “Anatomia do caos” reconstitui aquele sombrio período de seis meses na vida do país a partir dos bastidores e das sessões públicas da CPI. Imagens jornalísticas do que ocorria em diversas regiões complementam o recorte. Cinco anos depois, “Anatomia do caos” faz parecer que o pesadelo foi ontem. Bonequinho aplaude: leia a crítica. Cena de 'Anatomia do Caos', de Dandara Ferreira — Foto: Divulgação ‘Authentic games - No império desconectado’ Animação acompanha o YouTuber Marco Túlio, conhecido como Authentic games, dentro do universo Minecraft. Direção de Bruno Murtinho. ‘Backrooms: um não-lugar’ O novo filme de terror da produtora americana A24 explora o conceito de backrooms, lenda urbana popularizada na internet sobre dimensões paralelas labirínticas. Baseado em um curta, o longa de estreia do diretor Kane Parsons acompanha uma terapeuta (Renate Reinsve, indicada ao Oscar 2026 por “Valor sentimental”), que adentra o espaço quando um de seus pacientes (Chiwetel Ejiofor) desaparece. 'O bolo do presidente' “O bolo do presidente” venceu ano passado em Cannes o prêmio Caméra D’Or, concedido ao melhor filme de diretor estreante. Um belo reconhecimento ao talento do jovem diretor e roteirista iraquiano Hasan Hadi, que encara um desafio e tanto com essa produção recheada de cenas externas e protagonizada por duas crianças que nunca haviam atuado, em meio a inúmeros outros não-atores e um galo como coadjuvantes. Moradores de uma comunidade pobre ribeirinha no interior do Iraque, Lamia (Baneen Ahmed Nayyef) e Saeed (Sajad Mohamad Qasem) são sorteados na escola para providenciarem respectivamente, o bolo e as frutas da comemoração pelo aniversário do ditador Saddam Hussein, uma tradição escolar no país. Parece algo inocente, mas em ocasiões festivas as crianças devem gritar em coro “Com nosso sangue e nossas almas nos sacrificamos por você, Saddam”. É uma abordagem bem realista à la “Ladrões de bicicleta” com pouco espaço para o lúdico, mas que é capaz de encantar pela maneira como Lamia e Saeed preservam sua inocência. Bonequinho aplaude: leia a crítica. "O bolo do presidente", de Hasan Hadi — Foto: Divulgação ‘Cansei de ser nerd’ Nesta comédia sci-fi dirigida por Gualter Pupo, Fernando Caruso vive um nerd que na juventude foi acusado injustamente de um suposto assassinato e vai à festa de reencontro da faculdade decidido a limpar seu nome e reconquistar sua alma gêmea. Bia Guedes, João Velho e Pedro Benevides também estão no elenco. 'Dia D' Prestes a completar 80 anos de idade, Steven Spielberg volta ao tema com “Dia D”, que estreia nos cinemas brasileiros hoje, com uma dose de otimismo e crença na Humanidade. Mas o novo longa-metragem não é exatamente o que parece. Josh O’Connor é o Dr. Daniel Kellner, ex-hacker que trabalhava como especialista em cibersegurança da Wardex, uma organização que guarda os segredos sobre os FANIs (fenômenos anômalos não identificados) e as entidades não humanas que têm visitado a Terra desde 1947 — o famoso caso Roswell, em que um fazendeiro encontrou destroços de um aparato misterioso, e alienígenas teriam sido apreendidos pelo governo. Daniel Kellner foge com os arquivos, sendo perseguido com sua namorada Jane (Eve Hewson), uma ex-freira. Enquanto isso, a jornalista Margaret Fairchild (Emily Blunt) começa a viver episódios estranhos. Bonequinho aplaude de pé: leia a crítica. Emily Blunt e Josh O’Connor em "Dia D", de Steven Spielberg — Foto: Divulgação ‘O diabo veste Prada 2’ Fazer uma sequência 20 anos após o filme original sem parecer mero caça-níqueis é um desafio. “O diabo veste Prada 2” tem dois trunfos: personagens que o espectador vai amar rever e atores à altura. A verdade é que história nem precisaria ser grandes coisas. Mas o longa do mesmo David Frankel de “O diabo veste Prada” consegue, com graça e leveza, dizer coisas relevantes sobre os tempos de hoje, seja a crise do jornalismo ou a falta de alma em um mundo obcecado com resultados financeiros. Bonequinho aplaude: leia a crítica. 'Franz' Agnieszka Holland investe em abordagem abrangente da trajetória de Franz Kafka (1883-1924), interpretado pelo ótimo Idan Weiss na fase adulta. Expõe as relações pessoais estabelecidas pelo escritor com o pai rude, Hermann (Peter Kurth), o amigo Max Brod (Sebastian Schwarz), e as mulheres Felice (Carol Schuler), Grete (Gesa Schermuly) e Milena (Jenovéfa Boková). Faz referência, mesmo que com menos destaque, à produção literária, com menção à novela “Na colônia penal”, numa sequência em que Kafka lê o texto diante de uma plateia, em boa parte, indignada, enquanto as violentas imagens descritas ganham a tela. E aponta a contradição entre a reduzida popularidade de Kafka durante a vida e o posterior turismo exibicionista formado em torno do seu nome. Bonequinho olha: leia a crítica. ‘O gênio do crime’ Adaptação do clássico da literatura infantojuvenil brasileira, com direção de Lipe Binder e Marcos Veras no elenco. Na trama, quatro amigos se envolvem em uma investigação ao descobrirem um esquema de falsificação de figurinhas do álbum da Copa do Mundo. 'Uma infância alemã' Não são poucos os méritos de “Uma infância alemã” (“Amrum”, no original). Para começar, a interpretação de Jasper Billerbeck como Nanning, na faixa dos 12, 13 anos. Com naturalidade e densidade, o pré-adolescente expressa o peso, a perplexidade e a culpa por viver em um mundo com regras cruéis e incompreensíveis, começando em casa. O cenário poderia ser paradisíaco — a Ilha de Amrum, no Mar do Norte, — reduto provisório da família, enquanto o pai, alto oficial, está no front, a mãe prestes a dar à luz o quarto filho. A guerra está próxima do fim, a ilha é “invadida” por alemães e europeus refugiados, em busca de um exílio. Membro da juventude hitlerista, o (ainda) menino, tenta “dar conta” das obrigações, mesmo as mais cruéis, e lê “Moby Dick” com um amigo. Bonequinho aplaude: leia a crítica. "Uma infância alemã", de Fatih Akin — Foto: Divulgação 'Love kills' É sempre bem-vinda a ousadia de cineastas brasileiros que apostam no cinema de gênero. Em “Love kills”, seu longa de estreia na ficção, Luiza Shelling Tubaldini transforma o centro de São Paulo em um cenário misterioso e sombrio ao transpor para a tela uma história de vampiros baseada na graphic novel de Danilo Beyruth. O ponto alto é a construção visual dessa São Paulo, com a ajuda da fotografia, design de produção, figurinos e maquiagem. A cidade do filme remete à realidade, com as pessoas que dormem nas ruas, muitas delas usuárias de drogas. Mas se descola um pouco do naturalismo para representar o isolamento de humanos e vampiros com uma metrópole quase vazia, a não ser por algumas almas penadas. Bonequinho olha: leia a crítica completa. 'Mestres do Universo' Depois da moça linda, magra e loira, que tentava enfrentar nos cinemas os estereótipos femininos que ela própria ajudou a criar quando era apenas uma boneca, chega a vez do rapaz lindo, sarado e, claro, também loiro. Assim como o incensado “Barbie” (2023), o novo filme “Mestres do Universo” é produzido pela empresa americana Mattel, mais uma vez com uma história adaptada de uma linha de brinquedos de muito sucesso. O grande mérito do filme dirigido por Travis Knight é justamente manter aquela doideira oitentista e vez ou outra zombar dela. Bonequinho dorme: leia a crítica. O filme 'Mestres do universo' — Foto: Divulgação ‘Michael’ A nostalgia e os fandoms estão em alta, e a indústria aposta em filmes com esse apelo. “Michael”, cinebiografia de Michael Jackson dirigida por Antoine Fuqua e estrelada pelo sobrinho do cantor, Jaafar Jackson, confia em ambos para atrair o público. Nesse aspecto, o longa é um sucesso. “Michael” se concentra na primeira fase da carreira do cantor, da formação do Jackson 5 (na versão menino, ele é interpretado por Juliano Valdi), passando pelo início de sua carreira solo e o lançamento de “Thriller”, terminando com os shows da turnê “Bad” em Londres, em 1988. Bonequinho olha: leia a crítica completa. ‘Minions e monstros’ Na década de 1920, na era de ouro de Hollywood, os Minions saem em busca de monstros para estrelar seu próprio filme. A animação traz referências a clássicos como “Tempos modernos”, de Chaplin, e “Tubarão”, de Spielberg. Dirigido por Pierre Coffin, responsável pela franquia e pela dublagem dos Minions. 'Natal amargo' Dois anos após conquistar o Leão de Ouro em Veneza com “O quarto ao lado”, Pedro Almodóvar competiu em Cannes com “Natal amargo”. Não ganhou prêmio algum, mas os elogios colhidos são suficientes para mostrar que a crise criativa que afeta o protagonista, o diretor de cinema Raul Rossetti (Leonardo Sbaraglia), torna o filme menos autobiográfico do que parece. Afinal, nos últimos dez anos Almodóvar realizou cinco longas e dois curtas. O novo filme é quase uma continuação de “Dor e glória” (2019). Embora o diretor tenha declarado em Cannes que “está farto de falar de si mesmo”, boa parte dos fãs de Almodóvar não parece se incomodar com isso. Afinal, quando ele se repete, está trazendo de volta características temáticas e estéticas que fizeram dele um dos maiores autores da história do cinema. Bonequinho aplaude: leia a crítica. Cena de "Natal amargo", filme de Pedro Almodóvar: cineasta diz que provavelmente será o último sobre si mesmo — Foto: Reprodução ‘Nós acreditamos em vocês’ No drama belga premiado em Berlim, Alice (Myriem Akheddiou) trava uma batalha judicial pela guarda dos filhos após acusar o ex-marido de crimes graves. Enquanto tenta protegê-los, vê sua própria conduta ser colocada em julgamento. Direção e roteiro de Charlotte Devillers e Arnaud Dufeys. ‘Obsessão’ Neste terror, um romântico incurável faz um pedido para que sua paixão de longa data se apaixone por ele, mas um encantamento sinistro se desencadeia. Dirigido por Curry Barker, e estrelado por Michael Johnston e Inde Navarrette. ‘Olhe o mar’ Neste drama francês de Emmanuel Poulain-Arnaud, pais divorciados e brigados se unem para viajar com o filho de 16 anos e ajudá-lo a criar lembranças antes que ele perca a visão devido a uma doença ocular. Com Audrey Fleurot, Dany Boon e Ewan Bourdelles. ‘O poder do rosário’ Drama religioso brasileiro dirigido por Tiago Benetti sobre uma menina e sua mãe, que sofrem um grave acidente e embarcam em uma jornada de fé. ‘Quinze dias’ Na adaptação do sucesso teen escrito por Vitor Martins, um adolescente inseguro que sofre bullying espera aproveitar as férias longe dos colegas da escola. Mas seus planos mudam quando a mãe decide hospedar por quinze dias o filho dos vizinhos, por quem ele foi apaixonado na infância. Com Miguel Lallo, Diego Lira e Débora Falabella. ‘Rio de sangue’ Estrelado por Giovanna Antonelli e Alice Wegmann, este thriller policial gravado no Pará acompanha uma policial jurada de morte em São Paulo (Antonelli) que precisa resgatar a filha, médica em missão humanitária sequestrada por garimpeiros ilegais. Dirigido por Gustavo Bonafé. 'Salvação' Se queres ser universal, comece por pintar a tua própria aldeia, já ensinou o escritor Leon Tolstói. O diretor Emin Alper segue o mandamento quase ao pé da letra em “Salvação”, drama ambientado em um remoto vilarejo no alto das montanhas turcas, disputado por dois clãs curdos rivais fictícios. O filme — que ganhou o Grande Prêmio do Júri do Festival de Berlim —, usa um conflito local, inspirado em massacre real ocorrido em 2009, para propor uma reflexão sobre o potencial perigo de gurus com crenças delirantes que usam a retórica religiosa para incitar seus seguidores à violência, e funciona como alerta contra líderes autoritários ao redor do mundo. Tem elementos de suspense e toques de terror social, mas o peso dos simbolismos acaba por prejudicar o ritmo da história e o desenvolvimento dos personagens. Bonequinho olha: leia a crítica. Cena de 'Salvação', de Emin Alper — Foto: Divulgação ‘Segredo obscuro’ As atrizes Elizabeth Moss e Kate Hudson estrelam este filme de terror que, com mistério e humor, critica os limites da indústria da beleza e do bem-estar. Direção de Max Minghella, filho do vencedor do Oscar Anthony Minghella (1954-2008). ‘Sexo e destino’ No drama espírita baseado na obra de Chico Xavier e dirigido por Márcio Trigo, duas famílias marcadas por traições e obsessões enfrentam um acerto de contas espiritual. Com Bruno Gissoni e Letícia Augustin. ‘Trago seu amor’ O feitiço vira contra o feiticeiro nesta comédia romântica dirigida por Claudia Castro sobre uma bruxa com um beijo mágico: ou a pessoa beijada se apaixona por ela ou por uma pessoa que já amou. Só que, numa dessas, é a bruxa quem se apaixona. Com Giovanna Grigio, Jê Soares e Diego Martins. ‘Todo mundo em pânico’ No sexto filme da franquia que parodia clássicos do terror, o quarteto Shorty (Marlon Wayans), Ray (Shawn Wayans), Cindy (Anna Faris) e Brenda (Regina Hall) volta a ser perseguido por um criminoso mascarado, 26 anos após os acontecimentos do primeiro filme. ‘Toy story 5’ Os medos dos brinquedos de “Toy story” são comuns aos de qualquer humano, como deixar de ter utilidade, ser abandonado, não ficar na memória de alguém. Em “Toy story 5”, de Andrew Stanton (“Procurando Nemo”, “Wall-E”), a esses temores junta-se um novo: o avanço da tecnologia não poupa ninguém. “A era dos brinquedos acabou”, dizem, apavorados, os bonecos, ao perceberem que todos têm os olhos voltados para baixo, para as telas de seus celulares. Não há grandes novidades na trama, apenas uma atualização com o impacto da tecnologia. Mas é bom passar um tempo com esses personagens e voltar a se emocionar com eles, ainda mais em um filme de visual tão deslumbrante. Bonequinho aplaude: leia a crítica. Em "Toy Story 5", criança troca brinquedos por telas — Foto: Reprodução ‘Um triste e belo mundo’ Premiado em Veneza, Palm Springs, Barcelona e outros festivais internacionais, o filme do cineasta libanês Cyril Aris acompanha 30 anos da vida de Nino (Hasan Akil) e Yasmina (Mounia Akl), l que se conhecem desde crianças e consideram formar uma família no Líbano devastado pela guerra.