Acaba de sair a nova edição de "Grande Sertão: Veredas", de Guimarães Rosa, lançada pela editora Companhia das Letras. Luxuoso no acabamento, com textos opinativos e farto em material iconográfico — destaco as reproduções das correções do livro feitas de próprio punho pelo autor e a célebre entrevista que deu ao tradutor alemão Günter Lorenz—, o volume marca o aniversário de 70 anos do lançamento original do romance, em 16 de julho de 1956, com desenho de capa e ilustrações de Poty, reproduzidas, em parte, na presente obra.
Como já escrevi nesta coluna, este livro me ajudou no processo de minha travessia como leitor e é o que me fez enxergar a literatura como um novo ciclo de encantamento: não apenas o do crítico, aguçado e atento ao léxico e seus desdobramentos linguísticos, mas o do leitor que se reinventou plenamente no mundo da leitura.
Como já é sabido, minha jornada no universo dos livros começou na minha adolescência. Acostumado a ler os clássicos do passado, como Machado de Assis, José de Alencar, Aluísio Azevedo —e os modernos— Lima Barreto, José Américo de Almeida, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, José Lins do Rego, entre outros, ler Guimarães Rosa me tirou do chão e me levou ao completo espanto.









