O presidente Lula (PT) criticou nesta quarta-feira (29) o corporativismo de juízes e procuradores e afirmou que é necessária uma reforma das instituições. Ele deu as declarações durante a cerimônia de sanção de projetos destinados à defesa das mulheres, em Brasília.
Lula mencionou especificamente o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), órgãos criados em seu primeiro governo para fiscalizar o Judiciário e o Ministério Público.
"Quando nós criamos o Conselho Nacional de Justiça, eu imaginei que a gente estava fazendo uma revolução. A verdade é que a gente fez muito pouco, porque ficou uma corporação tomando conta da corporação. Quando a gente criou o Conselho Nacional do Ministério Público, também. Eu achei que a gente estava fazendo uma revolução e a gente estava criando uma coisa mais poderosa para dar mais força à corporação", declarou o petista.
Lula concorrerá à reeleição neste ano. Seu partido, o PT tem defendido uma reforma do Judiciário. As propostas têm como pano de fundo o desgaste na imagem da Justiça causado pelo caso do Banco Master.
Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que estava presente na solenidade onde Lula discursou nesta quarta, foram citados, de formas diferentes no escândalo. O CNJ não tem poder sobre o STF.









