Movimento ocorre após integrantes das duas legendas do Centrão judicializarem a questão, na tentativa de aprovar uma aliança pela reeleição de Elmano de Freitas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Elmano de Freitas (à esquerda) e Ciro Gomes (à direita) — Foto: Brenno Carvalho e Valter Campanato/Agência Brasil O presidente da federação União Progressista no Ceará, Capitão Wagner (União), anunciou nesta quinta-feira que os dirigentes nacionais Antônio Rueda (União) e Ciro Nogueira (PP) referendaram o apoio das siglas à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo estadual. O movimento ocorre após integrantes das duas legendas do Centrão judicializarem a questão, na tentativa de aprovar um apoio dos partidos a reeleição do governador Elmano de Freitas (PT), candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Wagner, que é candidato ao Senado na chapa de Ciro, apresentou um documento no qual a direção nacional da federação ratifica que a convenção estadual é a instância soberana para definir a posição no pleito deste ano. — Prevaleceu a decisão tomada pelo diretório estadual, o que já estava previsto no Estatuto da federação — afirma Wagner. Em convenção realizada no domingo, o diretório da federação aprovou também o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União Brasil) como candidato a vice-governador. “A Convenção Estadual da Federação União Progressista–CE constitui a instância competente para formar a vontade eleitoral comum da Federação no Estado, de modo que suas deliberações sobre coligação majoritária e escolha de candidatos aos cargos de governador, vice-governador e senador permanecem válidas e obrigatórias, ressalvada eventual divergência entre as convenções partidárias e diretriz nacional diversa, que não se encontram configuradas na espécie”, diz o documento. No Ceará, os dois partidos resolveram fazer convenções separadas daquela realizada pelo comando da federação no estado. Ambas as legendas optaram pelo apoio ao governador do PT. Os deputados federais Moses Rodrigues (União-CE) e AJ Albuquerque (PP-CE) comandam os diretórios estaduais dos partidos e são próximos do partido de Lula. Ambos têm interlocução com o senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação. Moses e Albuquerque entraram com uma ação na Justiça Eleitoral para invalidar a convenção que deu apoio a Ciro e tentam aval jurídico para a aliança com o PT. O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará deve julgar o caso na quinta-feira. Acordo no estado Ciro Gomes chegou a se reunir com os presidentes nacionais do União Brasil, Antonio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, para ter o apoio do grupo à sua candidatura. No entanto, segundo integrantes da cúpula nacional da legenda, o acordo passava pelo entendimento de que Ciro escalaria aliados considerados fortes para a eleição de deputado federal. O União Brasil contava que Roberto Cláudio, que foi prefeito de Fortaleza por oito anos, fosse candidato a deputado para ajudar a legenda a formar uma bancada relevante no estado, mas o ex-prefeito, em vez disso, foi apresentado como candidato a vice de Ciro.