Deputado e presidente do PL do Ceará defende que aliança foi formada para derrotar o PT no âmbito estadual, que terá o governador Elmano de Freitas como candidato à reeleição 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Michelle posta foto com André Fernandes e réplica de papelão de Jair Bolsonaro após crise no PL — Foto: Reprodução/Instagram RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 09:30 Aliança entre PL e PSDB no Ceará gera tensão com Michelle Bolsonaro André Fernandes, deputado e presidente do PL no Ceará, negou qualquer acordo para que Ciro Gomes (PSDB) apoie Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. A aliança no Ceará visa derrotar o PT nas eleições estaduais. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou publicamente a aliança, causando tensão interna no PL. Fernandes defende que a união é estratégica para superar o PT localmente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O deputado federal André Fernandes, presidente do diretório do PL no Ceará, afirmou que nunca houve acordo para o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) em sua campanha à Presidência da República. No estado, Ciro é apoiado pelo partido do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa pelo governo contra o candidato do PT, o governador Elmano de Freitas, que busca a reeleição. A aliança gerou desgastes na pré-campanha de Flávio após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) criticar o acordo publicamente. — Nunca teve esse acordo dele votar no Flávio Bolsonaro. Sempre expliquei para todo mundo. Nosso acordo é aqui no Ceará para derrotar o PT. Vocês, por um acaso, já viram alguma vez o Flávio Bolsonaro chegar aqui dizendo que apoia o Ciro? Do mesmo jeito, o Ciro diz que não apoia o Flávio — afirmou André, nesta quarta-feira, em declaração a jornalistas na convenção partidária do PL, conforme vídeo divulgado pelo jornal O Povo. André comparou o arranjo com a situação vivenciada pelo PT, que, no estado, conta com o apoio do PSD. Segundo ele, apesar disso, o presidente da sigla no Ceará, Domingos Filho, deve votar no nome do partido ao Planalto, que é Caiado, em vez de apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). — Dentro da nossa composição, da nossa coligação, tem vários partidos e vários pré-candidatos. A nossa união aqui é para derrotar o PT localmente — afirmou. — A gente tem dois passos. Primeiro, derrotar o PT, e entender que o partido que permite as facções criminosas dominem o estado do Ceará, tem que sair. O segundo passo é a gente poder voltar, nem que seja para discordar novamente com o Ciro — completou. Na mesma ocasião, o PL homologou o apoio a Ciro. Nas redes, o candidato ao governo disse estar "profundamente honrado" com a formalização da aliança. Desde o ano passado, quem conduziu a articulação no estado foi justamente André, que afirmou ter recebido o aval de Bolsonaro. Em maio, André anunciou o apoio a Ciro afirmando que "toda ajuda é bem-vinda" para derrotar a gestão do PT". Para justificar a decisão, o parlamentar lembrou que já trocou críticas recíprocas com o tucano, mas ponderou que as diferenças "sempre irão existir". Racha no PL Nas últimas semanas, a composição política do PL no estado voltou a ganhar repercussão nacional após Michelle publicar um vídeo em que alega ter sido "desrespeitada" e "maltratada" por Flávio. Segundo ela, o motivo foi sua discordância em relação às articulações do enteado no Ceará para apoiar Ciro. A primeira manifestação pública de Michelle contra a aliança ocorreu durante o lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao governo do estado, no ano passado. Àquela altura, André justificava ter tido o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro para buscar a composição com Ciro. A ex-primeira-dama também compartilhou um vídeo em que Ciro defende que o ex-presidente era um homem "quase doente" e "burro", com capacidade intelectual "curta". Para Fernandes, no entanto, a nova composição política significa a "coragem de agir" em nome dos cearenses. No vídeo divulgado por Michelle em junho — que aumentou o desgaste em torno da pré-campanha de Flávio —, Michelle disse que, após se posicionar contra a aliança com Ciro, Flávio a tratou com rispidez ao telefone e afirmou que ela deveria ficar fora das decisões partidárias por "não entender de política". — Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou no telefone. Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política — afirmou. Em dezembro do ano passado, Flávio foi o primeiro a criticar publicamente Michelle pelas discordâncias em relação à articulação conduzida por Fernandes no Ceará. Na ocasião, o pré-candidato à Presidência que chamou a madrasta de "autoritária". Nas redes sociais, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) disse que a aproximação com Ciro foi feita com aval do ex-presidente Jair Bolsonaro: “temos que estar unidos e respeitando a liderança do meu pai, sem deixar nos levar por outras forças”. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) repetiu os irmãos: "meu irmão Flávio está correto. Foi injusto e desrespeitoso com o André o que foi feito no evento. Não vou entrar no mérito de ser um bom ou mal acordo; foi uma posição definida pelo meu pai”.