PL do Ceará apoia a candidatura do tucano, à revelia da ex-primeira-dama, com Alcides Fernandes na chapa como pré-candidato ao Senado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ciro Gomes em evento de filiação ao PSDB — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/07/2026 - 12:24 Ciro Gomes avalia alianças presidenciais e agita clã Bolsonaro no Ceará Ciro Gomes (PSDB) considera apoiar Renan Santos (Missão) ou Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência após a desistência de Aécio Neves, desencadeando tensões no clã Bolsonaro, principalmente entre Michelle e Flávio. O apoio do PL do Ceará a Ciro ao governo intensificou a crise interna. Michelle criticou a aliança, enquanto Girão, aliado dela, alertou sobre traições futuras. O cenário político do Ceará se torna palco de disputas e alianças controversas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) declarou ter a possibilidade de apoiar as candidaturas de Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência, após a desistência de Aécio Neves ao posto. A declaração foi dada neste sábado, semanas após o político ser citado como um dos principais motivos do desentendimento público dentro do clã Bolsonaro entre Michelle e Flávio. Uma das razões da ex-primeira-dama é o apoio do PL do Ceará à candidatura de Ciro ao governo. De volta ao PSDB, o ex-presidenciável cearense foi questionado quem pretende apoiar na disputa à Presidência em 2026. Ciro salientou que o partido ainda não definiu qual caminho seguir após a desistência de Aécio Neves ao Planalto. — Nós, eu e o Tasso (Jereissati, ex-senador tucano pelo Ceará), estamos trocando ideias. Eu, por exemplo, me dou muito com o Ronaldo Caiado, votaria nele sem nenhuma dificuldade. Estou acompanhando essa novidade que apareceu, que é o Renan Santos, me parece uma pessoa que, a despeito de jovem, está falando coisas muito verdadeiras, embora aqui e ali tenha exageros. É uma possibilidade — declarou o tucano em entrevista ao portal Cariri News. Ciro ponderou, posteriormente, ser importante a "eleição do Ceará" antes de qualquer disputa nacional, e que há quadros bolsonaristas e lulistas entre seus aliados. — Hoje, nosso senador Alcides (Fernandes) vota no Bolsonaro, no Flávio Bolsonaro. O Mauro Benevides (União), que coordena meu projeto de governo, é vice-líder do (governo) Lula (na Câmara dos Deputados), vota no Lula. E tá tudo certo, tudo bem — salientou Ciro. No vídeo que culmuniou na saída de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher, e dúvidas sobre o apoio da mulher de Bolsonaro à candidatura do filho do ex-presidente, Michelle alega ter sido "desrespeitada" e "maltratada" por Flávio. Segundo ela, o motivo foi sua discordância em relação às articulações do enteado no Ceará para apoiar Ciro. De acordo com publicação do colunista Lauro Jardim, o PL sabe que o tucano não apoiará Flávio, mas nem por isso o descarta por entender que ele é uma arma para bater em Lula. Segundo um integrante do time de Flávio: "Vamos municiá-lo de material contra o Lula". Disputa no PL do Ceará A crise pelo apoio a Ciro começou em maio deste ano, quando o deputado federal André Fernandes, que preside o núcleo local do PL, anunciou o apoio ao ex-governador Ciro afirmando que "toda ajuda é bem-vinda" para derrotar a gestão do PT". Para justificar a decisão, o parlamentar lembrou que já trocou críticas recíprocas com o tucano, mas ponderou que as diferenças "sempre irão existir". A primeira manifestação pública de Michelle contra a aliança ocorreu justamente durante o lançamento da pré-candidatura de Girão ao governo do estado. Àquela altura, André justificava ter tido o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro para buscar a composição com Ciro. A ex-primeira-dama também compartilhou um vídeo em que Ciro defende que o ex-presidente era um homem "quase doente" e "burro", com capacidade intelectual "curta". Para Fernandes, no entanto, a nova composição política significa a "coragem de agir" em nome dos cearenses. No último fim de semana, o PL do estado confirmou o nome do pai de André Fernandes, o deputado estadual Alcides Fernandes, como pré-candidato ao Senado, retirando a possibilidade da aliada de Michelle, Priscila Costa, de concorrer ao cargo. Na ocasião, André disse à plateia que "quem estiver achando ruim que é o meu pai, que se exploda”. Ainda no fim de semana passado, o senador Eduardo Girão (Novo), adversário de Ciro na disputa ao governo e aliado de Michelle, voltou a criticar a aliança da direita do estado com o ex-ministro. Para ele, Ciro é um representante da "esquerda raiz" e pode trair o campo político nas próximas eleições. — Tem turma que se diz de direita, que se diz conservadora, e está apoiando alguém, é até vergonhoso dizer isso, que vai ser uma cobra para nos picar em 2030. Todo mundo sabe no Ceará que o Ciro Gomes, que é a esquerda raiz, tem projeto de Brasil. Por isso que a eleição do Ceará é muito importante — disse Girão.
Pivô de briga entre Flávio e Michelle, Ciro Gomes avalia apoiar candidaturas de Caiado ou Renan Santos na presidência
PL do Ceará apoia a candidatura do tucano, à revelia da ex-primeira-dama, com Alcides Fernandes na chapa como pré-candidato ao Senado







