Posicionamento contrasta com o do tucano, que é aliado do bolsonarismo no estado, e o do senador Cid, que estará com o governador petista na corrida pelo Palácio da Abolição 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ivo Gomes anuncia que apoiará Ciro ao governo do Ceará e Lula ao Planalto — Foto: Reprodução/Redes sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/07/2026 - 16:52 Ivo Gomes apoia Ciro e Lula, gerando tensão familiar política Ivo Gomes, ex-prefeito de Sobral, anunciou apoio ao irmão Ciro Gomes para o governo do Ceará e a Luiz Inácio Lula da Silva à presidência, criando tensão na família Ferreira Gomes. A divisão ocorre após Ivo romper com o governador Elmano de Freitas, devido a alianças políticas locais. A posição contrasta com Ciro, aliado do bolsonarismo, que considera apoiar Renan Santos ou Ronaldo Caiado em 2026. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ex-prefeito de Sobral Ivo Gomes anunciou neste domingo que apoiará o irmão Ciro Gomes (PSDB) ao governo de Ceará e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Planalto no pleito deste ano. O posicionamento acentua a divisão na família Ferreira Gomes, que escala desde 2022. Em postagem no Instagram, Ivo publicou uma imagem de Ciro e escreveu “batendo o centro”, além da frase “Lula presidente 13”. Lula faz parte do arco de alianças do senador Cid Gomes (PSB), que disputará reeleição na chapa do governador Elmano de Freitas (PT) — petista tenta mais um mandato no Palácio da Abolição. Ivo rompeu com Elmano após o petista formar aliança com a família Rodrigues, do prefeito de Sobral, Oscar Rodrigues, e do deputado Moses Rodrigues — rivais históricos dos Ferreira Gomes na região. Ivo classificou o movimento como uma falta de consideração e uma traição pessoal, dado o desgaste que o apoio a Elmano já havia causado na relação com seus irmãos. Apoio ao Planalto O posicionamento de Ivo no pleito de 2026 contrasta com o de Ciro, que é aliado do bolsonarismo no estado e afirmou avaliar apoiar as postulações de Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) ao Planalto. Apesar da aliança estadual com o PL, o tucano descarta subir no palanque de Flávio Bolsonaro à Presidência. A postulação de Ciro, inclusive, foi pivô de um embate no partido, que posicionou publicamente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. De volta ao PSDB, o ex-presidenciável cearense foi questionado neste mês quem pretende apoiar na disputa à Presidência em 2026. Ciro salientou que o partido ainda não definiu qual caminho seguir após a desistência de Aécio Neves ao Planalto. — Nós, eu e o Tasso (Jereissati, ex-senador tucano pelo Ceará), estamos trocando ideias. Eu, por exemplo, me dou muito com o Ronaldo Caiado, votaria nele sem nenhuma dificuldade. Estou acompanhando essa novidade que apareceu, que é o Renan Santos, me parece uma pessoa que, a despeito de jovem, está falando coisas muito verdadeiras, embora aqui e ali tenha exageros. É uma possibilidade — declarou o tucano em entrevista ao portal Cariri News. Ciro ponderou, posteriormente, ser importante a "eleição do Ceará" antes de qualquer disputa nacional, e que há quadros bolsonaristas e lulistas entre seus aliados. — Hoje, nosso senador Alcides (Fernandes) vota no Bolsonaro, no Flávio Bolsonaro. O Mauro Benevides (União), que coordena meu projeto de governo, é vice-líder do (governo) Lula (na Câmara dos Deputados), vota no Lula. E tá tudo certo, tudo bem — salientou Ciro. Racha familiar Cid e Ciro estão afastados há cerca de três anos, quando discordaram sobre quem deveria ser o candidato do PDT no pleito estadual de 2022. O parlamentar defendia a continuidade da então governadora Izolda Cela, que assumiu após Camilo deixar o cargo, à medida que Ciro bancou a candidatura do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio. O objetivo de Ciro era ter um palanque no estado em sua campanha à Presidência, o que poderia ter resistências da então governadora em meio ao apoio a Lula. O PT, que defendia ter o palanque de Izolda, rompeu com o PDT após o escolhido ser Roberto Cláudio e lançou Elmano, que terminou eleito com 54,02% dos votos, contra 31,72% de Wagner e 14,14% do ex-prefeito de Fortaleza. Um ano depois, em novembro de 2023, Cid saiu do PDT e migrou para o PSB junto a outros dois irmãos, isolando ainda mais Ciro. Junto com eles, debandaram cerca de 50 prefeitos de municípios cearenses, além de deputados estaduais e federais.