Rompidos desde 2022, eles ocupam palanques opostos neste ciclo eleitoral no Ceará 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Racha em família: Ciro e Cid Gomes travam batalha eleitoral no Ceará — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 16:41 Cid Gomes critica Ciro e reafirma apoio a Júnior Mano no Ceará O senador Cid Gomes (PSB) criticou seu irmão Ciro Gomes (PSDB) após declarações sobre ser conhecido apenas como "irmão de Ciro" antes de ser governador do Ceará. Rompidos desde 2022, Cid e Ciro ocupam lados opostos nas eleições estaduais. Cid defende a candidatura de Júnior Mano ao Senado, enquanto Ciro lidera a oposição ao governo de Elmano de Freitas (PT), com o PT buscando fortalecer sua chapa majoritária. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O senador Cid Gomes (PSB) subiu o tom ao rebater declarações recentes do pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB). Rompidos desde 2022, eles ocupam palanques opostos neste ciclo eleitoral. Em evento do PSB em Sobral, berço político da família Ferreira Gomes, o parlamentar criticou a fala do tucano de que, quando Cid disputou a eleição para governador, era conhecido como "irmão de Ciro". — Me perdoe! Mas, eu tinha sido prefeito de Sobral, durante oito anos. Durante oito anos, esse povo faz lá esse troféu de melhor prefeito, fui primeiro lugar nos oito anos como prefeito de Sobral. O esforço aqui na educação já era conhecido internacionalmente e é referência até hoje — disse Cid no sábado. O senador também criticou o irmão por pedir desculpas ao ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil), cotado para disputar o Senado na chapa de Ciro. Em abril, Cid disse ao GLOBO ser “muito constrangimento ter um irmão e não votar nele”. Enquanto o senador é aliado do governador Elmano de Freitas (PT) e articula a presença do PSB na chapa majoritária petista, Ciro é o principal nome da oposição na disputa pelo governo estadual. Racha político Cid e Ciro estão afastados há cerca de três anos, quando discordaram sobre quem deveria ser o candidato do PDT no pleito estadual de 2022. O parlamentar defendia a continuidade da então governadora Izolda Cela, que assumiu após Camilo deixar o cargo, à medida que Ciro bancou a candidatura do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio. O objetivo de Ciro era ter um palanque no estado em sua campanha à Presidência, o que poderia ter resistências da então governadora em meio ao apoio a Lula. O PT, que defendia ter o palanque de Izolda, rompeu com o PDT após o escolhido ser Roberto Cláudio e lançou Elmano, que terminou eleito com 54,02% dos votos, contra 31,72% de Wagner e 14,14% do ex-prefeito de Fortaleza. Um ano depois, em novembro de 2023, Cid saiu do PDT e migrou para o PSB junto a outros dois irmãos, isolando ainda mais Ciro. Junto com eles, debandaram cerca de 50 prefeitos de municípios cearenses, além de deputados estaduais e federais. Chapa ao Senado O governo Elmano é bem avaliado pela população, mas a ascensão de Ciro nas pesquisas de intenção de voto ao governo reforçou no PT a busca pelo fortalecimento da chapa majoritária. Tanto Camilo quanto Lula defendem que a composição deve privilegiar nomes que ajudem a expandir a base governista no estado. O senador afirma que o compromisso com Júnior Mano já foi assumido e destaca a quantidade de apoio angariado pelo deputado entre prefeitos. A estimativa é a de que 40 chefes do Executivo municipal já se comprometeram a atuar na campanha do parlamentar. Além dos nomes do PSB, também são cotados pelo PT o deputado federal Eunício Oliveira (MDB) e o ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos). Do lado da oposição, o ex-deputado federal Capitão Wagner (União) e o deputado estadual André Fernandes (PL) são os favoritos para integrar a chapa de Ciro. Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada na semana passada mostra favoritismo de Cid na disputa por uma cadeira na Casa. Em um cenário com Eunício como segundo nome da chapa petista, o irmão de Ciro alcança 49% das intenções de voto, enquanto Wagner aparece em seguida com 42%. Nos outros dois cenários, onde Junior Mano é testado, o deputado varia entre 12% e 15%, aparecendo atrás de Wagner (43%-45%) e Eunício (30%-32%).