A ANM (Agência Nacional de Mineração) decidiu nesta quarta-feira (29) adiar em dois anos a implementação de novas regras de segurança para barragens de mineração do país.
A diretoria da agência aprovou, por unanimidade, a ampliação do prazo para que as mineradoras adaptem as operações às novas exigências para as chamadas "zonas de autossalvamento", áreas que podem ser atingidas imediatamente em caso de rompimento de uma barragem.
Pela regra aprovada em 2025, as empresas teriam até 2027 para cumprir as exigências. Com a decisão desta quarta-feira, porém, o prazo foi prorrogado para 31 de dezembro de 2029.
A resolução de 2025 atualizou todo o regulamento de segurança de barragens de mineração. O dispositivo determina que apenas trabalhadores estritamente necessários às atividades diretamente ligadas à operação, manutenção, descaracterização, reforço ou alteamento da barragem podem permanecer dentro das zonas de autossalvamento.
Na prática, a resolução impede que estruturas operacionais sem relação direta com a barragem, como áreas de lavra, beneficiamento de minério e disposição de rejeitos, continuem funcionando dentro desses espaços. Isso reduz a presença de trabalhadores em locais considerados de maior risco em caso de acidente.







