As forças de segurança prenderam 21.756 pessoas por crimes relacionados à violência contra a mulher em 2026, em flagrante ou por cumprimento de mandados judiciais no âmbito de duas operações com mobilização nacional. Apesar disso, o país ainda tem 9.032 mandados de prisão em aberto.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram registradas 17.266 prisões em flagrante e 4.490 por cumprimento de mandados de prisão durante a primeira e a segunda fases da Operação Mulher Segura, que alcançou 4.379 municípios em todas as unidades da federação.

A primeira fase ocorreu de 19 de fevereiro a 5 de março e a segunda, de 1º de junho a 27 de julho. Parte dos dados foi apresentada pelo ministério nesta quarta-feira (29), durante evento no Centro Integrado Mulher Segura. A estrutura foi criada para integrar, coordenar e monitorar a rede de atendimento às mulheres vítimas de violência em todo o país.

Entre os crimes que motivaram as prisões estão ameaça, lesão corporal, estupro, descumprimento de medidas protetivas de urgência, perseguição, violência psicológica, feminicídio, tentativa de feminicídio, entre outros.

Entre os registros de prisão há um caso de vicaricídio, crime cuja tipificação foi aprovada pelo Congresso neste ano, em que o agressor atinge ou mata uma pessoa ligada à mulher, como filhos, parentes ou dependentes, com o objetivo de provocar sofrimento emocional, exercer controle ou puni-la.