Para cada feminicídio registrado no Brasil em 2025, foram contabilizados 502 casos de ameaça, 182 agressões físicas e 79 crimes de perseguição contra mulheres, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A proporção ajuda a dimensionar a escalada de violências que pode anteceder o assassinato por razões de gênero, destacam os especialistas. Todos os dias, o país registra, em média, quatro feminicídios e mais de 2 mil ameaças contra mulheres.

No ano passado, 1.571 foram vítimas de feminicídio, o maior número da série histórica, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A taxa nacional foi de 1,4 vítima de feminicídio para cada grupo de 100 mil mulheres.

Nos crimes que aparecem nos degraus anteriores dessa escalada, as taxas foram bem mais altas: 720,9 registros de ameaça, 261,7 de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica, 113,3 de perseguição e 55,6 de violência psicológica para cada 100 mil mulheres.

Para Juliana Brandão, coordenadora de Gênero e Raça do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, esses registros devem ser entendidos como sinais progressivos de um risco que pode culminar na violência letal.