Um dia após anunciar seu projeto para atrair investidores privados através da criação de uma nova empresa, a Fifa (Federação Internacional de Futebol) recebeu inúmeras críticas políticas e esportivas nesta quarta-feira (29), lideradas pela Uefa e pela União Europeia.
A entidade máxima do futebol pretende criar a empresa FFE (Fifa Forward Enterprise), com a qual quer gerir suas atividades comerciais, pretendendo acumular uma receita de US$ 10 bilhões (R$ 51,2 bilhões).
"A Fifa manteria o controle exclusivo da FFE por meio de representação majoritária no conselho de administração", assim como a "autoridade exclusiva" sobre a governança do futebol, competições, calendário e decisões relacionadas a regulamentos, afirmou a instituição.
"Não toquem no nosso esporte", respondeu a União Europeia nesta quarta-feira através do comissário europeu Glenn Micallef, que afirmou no X que "a comercialização desenfreada do futebol se tornou nociva" e que o projeto "ameaça o que faz do futebol o esporte mais popular do mundo".
"Estas propostas levantam questões importantes sobre o direito de concorrência", acrescentou, detalhando que "dentro das competências atribuídas aos tratados, a Comissão Europeia examinará estas propostas com atenção".










