Relatórios apontam aumento das provisões e desempenho fraco da receita de tarifas Analistas destacaram que o balanço do Santander Brasil no segundo trimestre veio pior do que o esperado, com aumento das provisões e desempenho fraco da receita de tarifas. As perspectivas futuras também não são consideradas boas, porque o processo de redução de risco no balanço deve gerar um “carrego” negativo para os próximos trimestres. Após a divulgação do balanço, as units do Santander perdiam 6,40%, a R$ 25,90, por volta das 10h35. Na mínima do dia, os papéis chegaram a tocar os R$ 25,73. O tombo das units também pesa sobre o Ibovespa. No horário acima, o índice perdia 0,37%, aos 175.913 pontos. “Foi um trimestre fraco, afetado por maiores despesas com provisões, enquanto o Santander continua reorientando sua carteira para segmentos de maior retorno — como crédito ao consumidor, cartões e PMEs — e reduzindo a exposição a produtos de varejo de massa com menor rentabilidade. Simultaneamente, o banco adotou critérios mais conservadores para baixas contábeis, antecipando o reconhecimento de perdas em diversas carteiras sem garantia real”, apontam os analistas do Citi. Para a equipe do J.P. Morgan, o lucro antes de impostos do Santander veio 43% abaixo do esperado e a margem financeira com clientes também decepcionou, o que tende a ter um efeito negativo para os resultados nos próximos trimestres. “O banco menciona uma ‘menor exposição ao mercado de massa [varejo de baixa renda]’. Embora os empréstimos pessoais tenham, de fato, recuado 8% em relação ao trimestre anterior, essa estratégia de redução de risco não é novidade; além disso, observamos tendências positivas em segmentos como o de financiamento ao consumidor (ou seja, principalmente financiamento de veículos), que cresceu 6% na mesma base comparativa, apesar das preocupações com o ciclo de crédito. Em suma, é difícil compreender a compressão de 40 pontos-base no spread”. Para o Safra, as provisões pioraram, mas não vieram tão ruins quanto poderia se esperar, e a entrada de novos créditos em inadimplência (NPL formation) ficou relativamente comportada. “Aparentemente, cerca de R$ 700 milhões dentro das provisões são efeitos menos recorrentes: metade em provisão para caso específico no atacado (provavelmente Raízen) e metade em fundação da mudança nas políticas de write-off [baixa contábil]. Indica uma qualidade dos ativos menos chamativa para o lado ruim, mas o banco está em modo de redução de risco”. Ibovespa; B3; mercado — Foto: Andre Penner/AP
Units do Santander cedem mais de 6% após balanço considerado fraco por analistas
Relatórios apontam aumento das provisões e desempenho fraco da receita de tarifas









