Pressionado pela inadimplência, o Santander Brasil teve um lucro líquido gerencial de R$ 3 bilhões no segundo trimestre deste ano. O resultado representa uma queda de 17,6% em relação ao mesmo período de 2025 e de 20,4% na comparação com os três primeiros meses de 2026.

O lucro veio abaixo do esperado pelo mercado. Analistas consultados pela Bloomberg previam ganho de R$ 3,723 bilhões.

Esse é o primeiro resultado apresentado pelo novo presidente do Santander, Gilson Finkelsztain, que até o fim do primeiro semestre comandava a B3, a Bolsa de Valores brasileira. O executivo substituiu Mario Leão em 1º de julho na missão de recuperar a rentabilidade do banco.

Antes de comandar a Bolsa, Finkelsztain trabalhou nos mercados de câmbio, renda fixa, renda variável e commodities na antiga Cetip, que hoje faz parte da B3, no J.P. Morgan, no Citibank, no Bank of America Merrill Lynch e no próprio Santander, onde ficou de 2011 a 2013.

Na comparação anual, o índice de inadimplência aumentou em todos os segmentos, totalizando 3,3%, ante 2,6%. Em pessoas físicas, essa margem de atraso com mais de 90 dias foi para 5,1% e, em pessoas jurídicas, para 1,6%.