PUBLICIDADE Locais públicos, fachadas de lojas e portarias de residências têm sido local de abrigo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pessoa deitada sob a marquise de um prédio no Porto — Foto: Gian Amato/Portugal Giro/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/07/2026 - 07:51 Crise Habitacional em Portugal: Aumento de Despejos e Desigualdade Social O número de pessoas em situação de rua em Portugal cresce anualmente, atingindo cerca de 14,5 mil, segundo a Segurança Social. Este aumento está associado ao baixo salário, inflação e altos preços dos aluguéis. A recente reforma do governo, que facilita despejos, pode agravar a crise habitacional. A oposição critica tais medidas, que afetam imigrantes e aumentam a vulnerabilidade social. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A quantidade de pessoas sem ter onde morar em Portugal aumenta a cada ano. Organizações de apoio verificaram a situação e alertaram para uma piora no futuro. A estimativa poderá acompanhar a progressão dos últimos anos se nada for feito. Em 2017 eram cerca de quatro mil e atualmente são aproximadamente 14,5 mil, segundo o jornal “Público”. O dado é de pessoas inscritas oficialmente na condição de sem-teto na Segurança Social. Nas ruas, a percepção das ONGs é que a quantidade aumenta e pode estar fora das estatísticas. É uma situação notada nas ruas das principais cidades, principalmente nos centros, mas não apenas. Locais públicos, fachadas de lojas e portarias de residências têm sido local de abrigo. Apesar de o desemprego ser mínimo em Portugal, o fenômeno está ligado ao baixo salário, inflação e disparada dos preços dos aluguéis dos imóveis nas grandes áreas urbanas. Pessoas em situação de rua podem ter um abrigo de apoio social para dormir, mas que fica distante do local onde realizam trabalhos esporádicos ou fixos. Os imigrantes recém-chegados ou à espera de uma plena integração, que pode enfrentar o obstáculo burocrático da agência de imigração, engrossam a população nesta situação. Ao mesmo tempo que a população de rua aumenta, o governo aprova uma reforma para acelerar os despejos de inquilinos que deixem de pagar os aluguéis por dois meses, entre outros pontos. O Executivo de centro-direita também flexibilizou o despejo dos inquilinos que tenham sistematicamente atrasado em oito dias após a data estipulada os pagamentos de aluguéis. O limite de 2% no reajuste de contratos firmados nos últimos cinco anos também é medida para ser eliminada. E cai a proteção aos mais idosos dentro dos contratos assinados antes de 1990. Oposição, associações e parte da sociedade são contra, justificando as críticas com a chance de agravar a crise habitacional que tem empurrado pessoas para as ruas ou para fora das grandes cidades.