Respeito a LeBron James. Porque escolher a Filadélfia era a opção mais difícil.
Foi uma decisão árdua. Envolvia o maior risco de fracasso ao final de uma carreira brilhante.
E, no entanto, James atravessou essa porta em direção a uma das torcidas mais exigentes e entendidas de basquete da NBA, e a um contingente de mídia notório por ser um pouco mais duro com os times locais do que aquele com o qual James lidou em Los Angeles nos últimos oito anos. Ele caminhou em direção à história do basquete de uma cidade que espera há 43 anos por outro título profissional; em direção às comparações com os Eagles, que venceram dois Super Bowls na última década; em direção ao histórico problemático de lesões de Joel Embiid e aos fantasmas de Iverson, Barkley e "Dr. J".
Isso não quer dizer que a escolha de James pelos Philadelphia 76ers não faça sentido em termos de basquete. Não é um encaixe perfeito, mas a Filadélfia preenche muitos requisitos que devem fazer sentido para um jogador de 41 anos que inicia sua 24ª temporada na NBA.
Sim, James quer vencer. Seu estafe fez questão de repetir esse argumento exaustivamente na sexta-feira. Mas James poderia ter vencido em Cleveland ao lado de Donovan Mitchell e Evan Mobley. Ele certamente poderia ter vencido novamente em Miami, jogando mais uma vez sob o comando de Erik Spoelstra —e, agora, com Giannis Antetokounmpo e Bam Adebayo. Mas James escolheu o desafio de vencer na Filadélfia, uma cidade que devora e descarta pretendentes e jogadores talentosos que não se encaixam na ética de trabalho da cidade.










