Em sabatina, Caiado disse que o presidente da República recebe da população um aval para executar o projeto apresentado na campanha e não pode abrir mão dessa prerrogativa Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de GO — Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados - 2/12/2025 O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, disse hoje que o atual sistema de emendas parlamentares desvirtua o sistema presidencialista. O ex-governador de Goiás garantiu que, uma vez eleito, irá restabelecer a autoridade do presidente da República, mas não detalhou como fará isso. Ele participa de sabatina organizada pelo jornal Correio Braziliense. Leia mais Segundo Caiado, as emendas parlamentares precisam estar alinhadas às prioridades definidas no programa de governo aprovado nas urnas. Ele citou educação, segurança pública, saúde, programas sociais e infraestrutura como áreas que deveriam orientar a destinação dos recursos. “Se aquelas emendas têm o objetivo de estar dentro do projeto do governo, ótimo. Elas não podem estar em ONGs, em repasses que não têm nada a ver com aquilo que foi aprovado pela população”, afirmou. Caiado disse que o presidente da República recebe da população um aval para executar o projeto apresentado durante a campanha e não pode abrir mão dessa prerrogativa. “O presidente tem o aval plebiscitário da população numa eleição para que aquele projeto seja implementado”, declarou. O pré-candidato classificou o atual cenário como uma “desordem institucional” e afirmou que há uma sobreposição de funções entre os Poderes. “Você tem área do Supremo invadindo o Congresso, o Congresso invadindo o Executivo, o Executivo sem saber para onde vai.” Na avaliação de Caiado, o Executivo também perde autoridade ao ceder diante de pressões políticas. “A cada ameaça de uma CPI, abre mão de suas prerrogativas, e de repente você anula o poder no Brasil”, afirmou. Ele acrescentou que pretende tratar o tema “com total tranquilidade”, mas preservando as prerrogativas da Presidência da República. Caiado defendeu que o chefe do Executivo tenha “autoridade moral” para negociar com os demais Poderes e citou como exemplo sua experiência no governo de Goiás.