Eleições 2026
A sucessão de gestos de Donald Trump, Marco Rubio, Javier Milei e Benjamin Netanyahu em direção à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) consolidou no Palácio do Planalto a percepção de que a extrema-direita internacional atua de forma coordenada para tentar influenciar a eleição brasileira. A avaliação do governo Lula (PT) é que a estratégia combina pressão diplomática, imposição de tarifas, ataques ao sistema eleitoral, mobilização nas redes sociais e exposição internacional do senador do PL, cuja candidatura é vista por auxiliares do presidente como politicamente fraca e dependente de apoios externos.
Essa leitura vinha sendo construída desde as manifestações de Rubio em defesa de Flávio Bolsonaro e ganhou força após a participação de Milei na convenção nacional do PL. No governo petista, a aproximação do bolsonarismo com Netanyahu também passou a integrar esse mesmo diagnóstico: o de uma campanha que busca respaldo em lideranças conservadoras estrangeiras para ampliar seu alcance político, diante das dificuldades de formar alianças no Brasil.
A preocupação do governo Lula com uma eventual interferência externa na eleição brasileira começou a ganhar corpo ainda antes da visita de Milei. O primeiro alerta veio após declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em defesa da candidatura de Flávio Bolsonaro e com críticas ao cenário político brasileiro. Ao responder às manifestações, Lula afirmou que o norte-americano poderia “vir montar um comitê” no Brasil, mas disse que derrotaria seus adversários nas urnas para defender a democracia brasileira.








